Consciência ecológica. Será um dia o ser humano terá isso?

Por Janethe Fontes

 

 

Ainda não contei a vocês a minha decepção logo no primeiro dia do ano... Passei o reveillon em Riviera de São Lourenço, uma praia da zona norte de São Paulo e considerada como “área nobre”. Mas não foi por isso que eu e minha família decidimos passar a virada de ano lá. Riviera de São Lourenço é um lugar muito bonito, além de tranqüilo, pois tem segurança por todos os lados. Por isso jamais imaginei que no dia seguinte eu sofreria tão grande decepção... jamais imaginei que num lugar como aquele pudesse haver tanta gente sem consciência.

 

Lógico que a festa da virada foi linda. A prefeitura da cidade nos reservou um espetáculo com queima de fogos que durou mais de vinte minutos, o que deixou a mim, a minha família e a todos que estavam no local deslumbrados com tanta beleza. Mas, no dia seguinte, o que se via em Riviera era um espetáculo que doía profundamente na alma. A praia, sempre limpa e bela, estava simplesmente imunda. Parecia que um monte de bichos estivera no local e espalhado lixo por toda a areia. Um espetáculo realmente triste de se ver.

 

Aquela cena me fez refletir durante horas a fio. Na realidade, até agora não consegui me conformar com o que vi. É por isso que trago aqui um belo texto que encontrei na internet. Quem sabe isso não consiga fazer com que outras pessoas reflitam no que estamos fazendo com o mundo; afinal, somos ou não “animais racionais”?

 

 

Segredos do mar

 

Quando chega o verão, nós, humanos, nos sentimos atraídos pelo mar. Multidões se reúnem nas praias buscando um contato com as ondas que nos proporcionam prazer e descanso. Porém, o caminhar do ser humano deixa sua trilha fatal nas areias da praia.

 

Milhões de sacolas de nylon e plásticos de todo o tipo são largados na costa, o vento e as marés se encarregam de arrastá-los para o mar.

 

Uma sacola de nylon pode navegar várias dezenas de anos sem se degradar.

 

As tartarugas marinhas confundem-nas com as medusas e as comem, afogando-se na tentativa de engoli-las.

 

Milhares de golfinhos também morrem afogados... Eles não têm capacidade para reconhecer os lixos dos humanos,  até porque, "tudo o que flutua no mar se come". A tampa plástica de uma garrafa, de maior consistência do que a sacola plástica, pode permanecer inalterada, navegando nas águas do mar por mais de um século.

 

O Dr. James Ludwig, que estava estudando a vida do albatroz na ilha de Midway, no Pacífico, a muitas milhas dos centros povoados, fez uma descoberta espantosa. Quando começou a recolher o conteúdo do estômago de oito filhotes de albatrozes mortos, encontrou: 42 tampinhas plásticas de garrafa, 18 acendedores e restos flutuantes que, em sua maioria, eram pequenos pedaços de plástico. 

 

Esses filhotes haviam sido alimentados por seus pais que não conseguiram fazer a distinção dos desperdícios no momento de escolher o alimento.

...

A próxima vez em que Você for à sua praia preferida, talvez encontre na areia lixo que outra pessoa ali deixou. Não foi lixo deixado por Você, porém, é  SUA PRAIA, é o SEU MAR, é o SEU MUNDO e Você deve fazer algo por ele.

 

Muitos pais jogam com seus filhos o jogo de: "vamos ver quem consegue juntar a maior quantidade de plásticos?", como forma de uma inesquecível lição de ecologia.

 

Outros, em silêncio, recolhem um plástico abandonado e levam-no para suas casas, com restos do mar. 

 

Você os verá passarem sorridentes, sabendo que salvaram um golfinho.