Palavreando
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Nome: O Palavreando é um blog que tem um pouquinho de tudo e de tudo um pouquinho: Entretenimento, literatura, arte, internet, política, comportamento, educação, denúncia, etc


É também ponto de encontro de pessoas ávidas por uma leitura despojada. Portanto, "Seja muito bem vindo!

Sobre a autora do blog: Eu sou Janethe Fontes, escritora, e este é o meu cantinho. Sempre que possível, eu escrevo "alguma coisa" e posto aqui, mas não é diário, nem semanal e nem mensal... é sempre que eu consigo um tempinho em meio a correria do meu dia-a-dia, ok??


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Quem lê mais?

Por Izabela Moi

 

A comparação do hábito de leitura nos Estados Unidos, França e Brasil desfaz alguns mitos

 

 

A divulgação recente – último dia 21 de agosto - dos resultados de uma pesquisa realizada pela Associated Press com Ipsos sobre os hábitos de leitura dos americanos fez notícia em todos os jornais do mundo. Pelos dados, um em cada quatro adultos nos Estados Unidos não leu nenhum livro em 2006. Em números mais exatos, são 27% da população os não-leitores.

 

Se compararmos com dados da França, conhecida (talvez erroneamente) como o país de leitores, a realidade norte-americana não está assim tão longe da média dos países desenvolvidos. Aqui, uma pesquisa do Ifop, de 2005, revelou que 19% da população acima de 15 anos não havia lido nenhum título em 2004.

 

Quando se compara a média de leitura entre a população dos dois países, no entanto, a diferença aumenta: segundo as mesmas fontes, nos Estados Unidos, a média é de 4 livros por ano; na França, 11 títulos. Segundo os franceses, “são os grandes leitores que puxam a média do país para cima” – e que nos dão a impressão, principalmente quando se anda de metrô em Paris, que estamos num país de leitores ávidos.

 

Ambas as pesquisas esmiúçam melhor os hábitos de leitura e mostram as diferenças entre homens e mulheres, por faixa etária, classe social, escolaridade, região geográfica onde vivem, tipos de gêneros dos títulos mais lidos e as razões para a não-leitura.

Entre os motivos que levam os americanos a não lerem, a pesquisa cita principalmente os outros suportes de informação (TV e internet). Entre os franceses, os entrevistados declaram ser a falta de tempo (54%) em primeiro lugar e a preferência por ler a imprensa escrita (jornais e revistas, 36%) as principais razões que os afastam da leitura.

 

No Brasil, os dados são um pouco menos recentes – de 2001 –, mas alguns resultados são comparáveis. Realizada pela CBL, a SNEL, a ABRELIVROS e a BRACELPA, o trabalho chamou-se “Retrato da leitura no Brasil”. Entrevistou adultos (acima de 14 anos) que leram pelo menos um livro nos três meses anteriores à pesquisa (outubro a dezembro de 2000). Segundo os resultados, a média brasileira – se considerados apenas os que lêem livros – é de 1 livro por mês (somos iguais aos franceses?)!

 

Apenas um terço dos entrevistados disse gostar de ler (os famosos 26 milhões de leitores, 30% da população alfabetizada acima de 14 anos), sendo que 61% do total têm muito pouco ou nenhum contato com livros. Entre as razões brasileiras da não leitura estão as de ordem financeira (34% dos entrevistados comprariam mais livros se os preços fossem mais baixos e 23% se tivessem mais recursos), em primeiro lugar, e a falta de tempo vem em segundo (23%).

 

Nos Estados Unidos

 

Entre os que leram algum livro no de 2006, mulheres lêem mais que homens, e quanto mais velho (acima de 50 anos), mais leitor.

 

A Bíblia e livros religiosos foram responsáveis por cerca de 65% do volume de títulos lidos.

 

A pesquisa Gallup de 2005 perguntou quantos livros as pessoas ao menos começaram a ler. A resposta, em média, foi de 5 por ano. Em 1999, essa mesma pergunta deu como resultado 10 por ano.

 

Relatório do governo americano de 2004, com dados relativos a 2002, disse que 57% da população adulta tinha lido pelo menos um livro naquele ano – o que quer dizer que 43% não tinha lido nenhum título.

 

Na França

 

42,7% dos títulos de ficção publicados na França em 2005 são traduções (73,8% originalmente de lingua inglesa, e as outras linguas ficam em torno de 3% as mais traduzidas em seguida, como espanhol, alemão, italiano, russo e as linguas escandinavas).

 

24% dos adultos franceses dizem ter lido mais que 12 livros em 2004.

 

De novo, as mulheres leem mais: apenas 15% declaram não ter lido nenhum título no ano pesquisado, comparando aos 24% de homens que afirmam o mesmo. Em média, as mulheres leram 12 livros no ano, os homens, 9.

 

 

 

Fonte: Entrelivros



- Postado por quem? Palavreando Quando? 10:44

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Petição Pró-Celulas-Tronco. Não deixe de assinar

 
To:  Ao Supremo Tribunal Federal (STF)

Direito à esperança de cura e vida, sim.
Ao obscurantismo, não.


Brasília, 20 de abril de 2007. Definitivamente, um marco na história do Supremo Tribunal Federal (STF). Em 178 anos de existência, a mais alta corte do Brasil realizou, pela primeira vez, uma audiência pública. Objetivo: ouvir cientistas sobre a lei que autoriza a realização no país de pesquisa com células-tronco embrionárias. Pudera. É a aposta de investigadores do mundo inteiro para a cura de várias doenças ainda incuráveis, como mal de Parkinson, diabetes, doenças neuromusculares e secção da medula espinhal por acidentes e armas de fogo.

A avançada lei foi aprovada pelo Congresso Nacional por placar estrondoso: 96% dos senadores e 85% dos deputados federais deram-lhe a vitória. O presidente Luís Inácio Lula da Silva fez o mesmo. Rapidamente a sancionou. Só que ela parou no STF porque o subprocurador-geral da República, Cláudio Fonteles, alegou que é inconstitucional. Questionado sobre se sua ação não teria motivação religiosa, o franciscano Fonteles acusou a geneticista, professora e cientista Mayana Zatz de viés judaico. Fonteles disse ao jornal Folha de S. Paulo: “A doutora Mayana Zatz, que é o principal elemento de quem pensa diferentemente da gente, tem também uma ótica religiosa, na medida em que ela é judia e não nega o fato. Na religião judaica, a vida começa com o nascimento do ser vivo. Então, ao defender a posição dela, ela defende a posição religiosa dela, que é judia e que a gente tem de respeitar”.

Acontece que:

1) A posição de Mayana Zatz em defesa da pesquisa com células-tronco embrionárias não é pessoal e muito menos religiosa. A geneticista participou da audiência pública no STF como porta-voz da Academia Brasileira de Ciências, da qual é membro. Sua postura é a mesma defendida pelas academias de ciências de outros 65 países.

2º) Há 30 anos Mayana trabalha com doenças neuromusculares letais ou altamente incapacitantes. Já viu milhares de crianças, jovens e adultos afetados morrerem sem qualquer chance de cura. Tanto que, para melhorar-lhes a qualidade de vida, fundou a Associação Brasileira de Distrofia Muscular (Abdim), da qual é presidente. Mayana é professora titular de Genética, diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano e pró-reitora de pesquisas da USP. Publicou 280 trabalhos científicos já citados mais de 4.500 vezes.

3º) Agora, pela primeira vez, vislumbra, num futuro próximo, uma possibilidade real de tratamento para várias doenças neurodegenerativas. Sua esperança está justamente nas células-tronco embrionárias. Somente elas têm a capacidade de se diferenciar nos mais de 216 tipos de tecido do corpo humano.

4º) Mayana, como outros cientistas brasileiros, trabalha há alguns anos com células-tronco adultas. Os resultados preliminares de suas investigações – bem como os de outros presentes na audiência do STF e diretamente envolvidos com tentativas terapêuticas para diferentes condições (problemas cardíacos, diabetes, derrame, mal de Chagas, esclerose lateral amiotrófica e paraplegia decorrente da secção da medula) – mostram, no entanto, que a pesquisa com células-tronco embrionárias é fundamental. São elas que ensinarão os cientistas a programar as células-tronco adultas, de modo que se transformem nos tecidos desejados. As células-tronco embrionárias podem ser obtidas a partir de embriões de até 14 dias.

5º) A lei brasileira permite a utilização de embriões produzidos em laboratório para fins de reprodução assistida. Porém – atenção! – não abrange todos. Autoriza apenas o uso daqueles inviáveis para gestação ou congelados há mais de três anos, cuja probabilidade de gerar um ser humano é praticamente zero. A lei prevê mais: os embriões só poderão ser utilizados após autorização dos genitores. Portanto, aqueles que tiverem qualquer restrição de ordem moral ou religiosa não terão seus embriões usados para fins de pesquisa. Com o passar do tempo, os embriões deterioram-se inexoravelmente, perdendo o “prazo de validade”. Por que então não utilizá-los de forma ética e responsável em benefício do futuro e da evolução da humanidade, salvando vidas?

6º) Na prática, conseqüentemente, proibir a pesquisa com células-tronco embrionárias significará, de um lado, continuar dando aos embriões excedentes nas clínicas de fertilização um habitual e inglório destino: o lixo. De outro, tirará a esperança de cura – portanto, de vida – de milhares de pessoas. Ninguém tem esse direito.

7º) A luta pela vida está acima dos credos. Logo, não se pode misturar ciência com religião, sob o risco de se voltar ao obscurantismo da Idade Média – a idade das trevas.

8º) O Estado brasileiro é laico. Assim, a tentativa de desqualificar os argumentos científicos de Mayana com insinuações anti-semitas é lamentável. No mínimo, contraria a tradição brasileira de tolerância e respeito à diversidade religiosa.

9º) Felizmente, Mayana não está sozinha. A defesa da pesquisa com células-tronco embrionárias já permeia largos segmentos da comunidade científica e da sociedade civil brasileiras.

Por tudo isso, nós – de diferentes religiões, etnias, profissões, níveis socioeconômicos, idades – repudiamos a desesperada manobra para desviar o foco do debate. À Mayana, nosso apoio e solidariedade irrestritos. A sua batalha pela vida é também de todos nós. Direito à esperança de cura e à liberdade de pesquisa, sim. Ao obscurantismo, não.

Sincerely,

The Undersigned

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- Postado por quem? Palavreando Quando? 16:39

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