Palavreando
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Nome: O Palavreando é um blog que tem um pouquinho de tudo e de tudo um pouquinho: Entretenimento, literatura, arte, internet, política, comportamento, educação, denúncia, etc


É também ponto de encontro de pessoas ávidas por uma leitura despojada. Portanto, "Seja muito bem vindo!

Sobre a autora do blog: Eu sou Janethe Fontes, escritora, e este é o meu cantinho. Sempre que possível, eu escrevo "alguma coisa" e posto aqui, mas não é diário, nem semanal e nem mensal... é sempre que eu consigo um tempinho em meio a correria do meu dia-a-dia, ok??


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Carta aberta de artistas brasileiros sobre a devastação da Amazônia

Carta aberta de artistas brasileiros sobre a devastação da Amazônia

Por Janethe Fontes

 

 

Acabamos de comemorar o menor desmatamento da Floresta Amazônica dos últimos três anos: 17 mil quilômetros quadrados. É quase a metade da Holanda. Da área total já desmatamos 16%, o equivalente a duas vezes a Alemanha e três Estados de São Paulo. Não há motivo para comemorações. A Amazônia não é o pulmão do mundo, mas presta serviços ambientais importantíssimos ao Brasil e ao Planeta. Essa vastidão verde que se estende por mais de cinco milhões de quilômetros quadrados é um lençol térmico engendrado pela natureza para que os raios solares não atinjam o solo, propiciando a vida da mais exuberante floresta da terra e auxiliando na regulação da temperatura do Planeta.

 

Depois de tombada na sua pujança, estuprada por madeireiros sem escrúpulos, ateiam fogo às suas vestes de esmeralda abrindo passagem aos forasteiros que a humilham ao semear capim e soja nas cinzas de castanheiras centenárias. Apesar do extraordinário esforço de implantarmos unidades de conservação como alternativas de desenvolvimento sustentável, a devastação continua. Mesmo depois do sangue de Chico Mendes ter selado o pacto de harmonia homem/natureza, entre seringueiros e indígenas, mesmo depois da aliança dos povos da floresta “pelo direito de manter nossas florestas em pé, porque delas dependemos para viver”, mesmo depois de inúmeras sagas cheias de heroísmo, morte e paixão pela Amazônia, a devastação continua.

 

Como no passado, enxergamos a Floresta como um obstáculo ao progresso, como área a ser vencida e conquistada. Um imenso estoque de terras a se tornarem pastos pouco produtivos, campos de soja e espécies vegetais para combustíveis alternativos ou então uma fonte inesgotável de madeira, peixe, ouro, minerais e energia elétrica. Continuamos um povo irresponsável. O desmatamento e o incêndio são o símbolo da nossa incapacidade de compreender a delicadeza e a instabilidade do ecossistema amazônico e como tratá-lo.

 

Um país que tem 165.000 km2 de área desflorestada, abandonada ou semi-abandonada, pode dobrar a sua produção de grãos sem a necessidade de derrubar uma única árvore. É urgente que nos tornemos responsáveis pelo gerenciamento do que resta dos nossos valiosos recursos naturais.

 

Portanto, a nosso ver, como único procedimento cabível para desacelerar os efeitos quase irreversíveis da devastação, segundo o que determina o § 4º, do Artigo 225 da Constituição Federal, onde se lê:

 

"A Floresta Amazônica é patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais"

 

Assim, deve-se implementar em níveis Federal, Estadual e Municipal A INTERRUPÇÃO IMEDIATA DO DESMATAMENTO DA FLORESTA AMAZÔNICA. JÁ!

 

É hora de enxergarmos nossas árvores como monumentos de nossa cultura e história.

SOMOS UM POVO DA FLORESTA!

 

 

 

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- Postado por quem? Palavreando Quando? 13:38

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Durante o assalto: O que fazer?

Durante o assalto: O que fazer?

Dr. Jorge Lordello

 

 

A prática de roubo já se tornou acontecimento comum na maioria das capitais do Brasil. O crescimento das cidades, traz consigo a violência urbana e é desta violência que devemos nos proteger.

 

Praticamente todos nós já tivemos um parente ou amigo que foi assaltado ou esteve sob a mira de um revólver. Alguns saíram ilesos e outros, infelizmente, foram baleados. Aí surge uma pergunta importante e útil: Por que algumas vítimas morrem nas mãos de um ladrão e a grande maioria sai ilesa, perdendo apenas seus pertences?

 

A resposta a esta pergunta é crucial para a sobrevivência de muitas vítimas. Preste bastante atenção no relato de um bárbaro crime que ocorreu em São Paulo:

 

Mário da Silva deixava sua residência com seu veículo, acompanhado do filho Jonatas de apenas 3 anos. Repentinamente surgem dois marginais armados que anunciam o assalto. O susto, teria feito o motorista acelerar o carro. Um dos criminosos fez um disparo que atingiu o peito da criança que faleceu antes de chegar ao pronto socorro.

 

Vamos supor que o amigo leitor fosse convidado para ir a um acampamento no meio da selva amazônica. Provavelmente você teria antes de passar por um treinamento para aprender a lidar com os perigos da mata fechada e suas armadilhas ardilosas. Sabedor de todas essas orientações, você com certeza correria menos riscos do que uma pessoa que se recusa a aprender essas informações valiosas.

 

Vamos a um outro caso que vivenciei como Delegado de Polícia. O ajudante geral M.H.B. conduzia sua motocicleta, com a namorada na garupa. Repentinamente surge outro motociclista que emparelha sua moto com M.H.B. O garupa saca de sua arma de fogo e anuncia o assalto. O ajudante geral acelera a motocicleta e o marginal faz um disparo atingindo as costas da namorada de M.H.B. que fica paraplégica.

 

Uma pergunta se faz presente: Como se portar durante um ato criminoso:

 

continua...



- Postado por quem? Palavreando Quando? 07:11

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Durante o assalto: O que fazer?

Durante o assalto: O que fazer?

1) No momento em que o bandido tira o revolver da cintura ou anuncia verbalmente o assalto, a vítima não deve tentar fugir, correndo ou acelerando moto ou carro. Nesses casos normalmente o marginal faz um disparo na direção da vítima que tenta evadir-se.

 

2) Jamais reaja, pois 90% das vítimas que tentaram impedir um assalto foram baleadas.

 

3) Não realize movimentos bruscos, pois o criminoso pode imaginar que você esta esboçando uma reação ou tentando pegar uma arma de fogo.

 

4) Iniciado o roubo permaneça imóvel, mostrando sempre as mãos e siga as determinações do bandido.

 

5) Antes de realizar qualquer movimento (principalmente com as mãos) avise verbalmente o marginal para que ele não leve um susto e acabe acionando o gatilho do revolver.

 

6) Após anunciar o movimento que pretende realizar, faça-os de maneira lenta, sem afobação.

 

7) Evite movimentos bruscos e rápidos.

 

 

Dr. Jorge Lordello Escritor Internacional, Pesquisador Criminal, Palestrante e Conferencista, Delegado de Policial licenciado, Consultor de Segurança e Apresentador do Programa Proteja-se. E-mail: jlordello@uol.com.br.



- Postado por quem? Palavreando Quando? 07:10

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João Hélio da Vinci

João Hélio da Vinci

Por Lucius de Mello

 

 

“Quanto maior a sensibilidade, maior o martírio, um grande martírio”.

Diários de Leonardo da Vinci

 

 

Para quem só ouviu falar de Leonardo Da Vinci nos tempos de sucesso do best-seller de Dan Brown ou do filme de Ron Howard e para os que cruzam os braços e não se chocam com a onda de banalização da vida e da violência que assola as grandes cidades brasileiras, as duas exposições que foram abertas, simultaneamente, no dia primeiro de março, na Oca do Parque do Ibirapuera em São Paulo são programas imperdíveis. Mas é fundamental que o público veja as duas. Uma após a outra, no mesmo dia e não se esqueça de buscar a resposta para esta pergunta: Por que contar a história do menino que sonhava em voar e virou um do maiores gênios da humanidade,um estrategista militar, logo embaixo, a poucos metros, de uma mostra  que proclama a valorização da vida e a beleza do corpo humano?  Coincidência? Business? Puro acaso?

 

Ah, Leonardo da Vinci também gostava de anatomia, dissecou mais de 30 corpos, dirão alguns. Até acusado de bruxaria ele foi porque violava sepulturas para conseguir corpos humanos para as pesquisas. Explicações não faltarão. Mas eu prefiro ficar com a minha própria conclusão. Comecei pela exposição - Corpo Humano: Real e Fascinante – que reúne 16 corpos e 225 órgãos verdadeiros e polimerizados de homens e mulheres chineses que tiveram morte natural e aceitaram doar os próprios corpos em benefício da ciência e da educação.

Impossível não ter a sensação de estar entrando num laboratório de anatomia ou de ficar cara a cara com a morte ou ainda de olhar por dentro da gente mesmo. Mais impossível ainda não valorizar e pensar na vida e, principalmente, na ausência do respeito e amor à vida humana, infelizmente, já tão presente em todo mundo.

 

A exposição é uma declaração de amor à vida e ao corpo. A instalação que destaca o sistema circulatório é de uma beleza inesquecível. Foi o retrato mais tocante e belo que já vi do sangue humano. O Tum-Tum do coração é o som que as válvulas fazem ao se fecharem, informa um texto fixado na sala. E quando o coração é forçado a parar de bater, que barulho será que ele faz? E quando o coração é arrastado por sete quarteirões, mesmo depois de já ter parado, será que emite algum som? Porque é cada vez menor o número de corações que se chocam com o terrorismo e a violência? Impossível não pensar no Iraque, não temer pelo Irã, não lembrar das torres gêmeas, do assassinato dos três franceses que trocaram a vida que levavam na Europa para ajudar as crianças do Rio de Janeiro. Impossível não lembrar de João Hélio, o menino de 6 anos que foi morto e arrastado pendurado fora do carro por quatro quilômetros pelas ruas da cidade maravilhosa, quando vi todos aqueles corpos ali na minha frente como se tivessem aos gritos: Vejam como o corpo humano é bonito! Vejam como é perfeito! Respeitem o corpo humano! Valorizem a vida!  Não permitam que a violência quebre e extermine a maior obra-prima da natureza!

 

 

continua...



- Postado por quem? Palavreando Quando? 12:31

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João Hélio da Vinci

João Hélio da Vinci

Desci a escada e comecei a ver a outra exposição - Leonardo da Vinci: A exibição de um gênio. Ela reúne mais de 150 peças inspiradas no legado davinciano e contempla sua diversidade como pintor, filósofo, cientista, arquiteto, engenheiro, anatomista e inventor. Da maquete da cidade ideal à Mona Lisa; do piano portátil ao canhão a vapor, da última ceia aos desenhos da batalha de Anghiari; do quarto dos espelhos à máquina de voar; dos manuscritos ao homem vitruviano, quase todas as invenções de Leonardo da Vinci estão representadas. Contraditório, Leonardo se dizia pacifista, mas foi um dos principais estrategistas militares da Renascença. Impossível não lembrar do armamento pesado que os traficantes escondem nas favelas brasileiras e de todo arsenal que está nas mãos dos bandidos quando fico na frente dos projetos bélicos que Da Vinci  inventou como os ancestrais das metralhadoras e dos tanques blindados, as bigas com foices montadas em rodas.

 

Um vídeo de 40 minutos também é exibido no auditório para quem quiser conhecer melhor a história de vida e a personalidade do gênio. Na telona, Leonardo ganha carne, osso e voz. Renasce na interpretação dos atores italianos. Filho bastardo, foi abandonado pela mãe, Catarina, ainda criança e passou a vida  toda em busca  dos momentos felizes que viveu ao lado dela. Dizem alguns biógrafos que o olhar da Mona Lisa é o olhar da mãe que ele guardava dentro dele. Catarina foi a única mulher que Leonardo amou em toda vida. Homossexual, era definido por Baudelaire como um espelho profundo e escuro. Homem que acordou cedo demais à noite, enquanto os outros ainda dormiam, definiu Freud. Apaixonou-se por dois alunos: Salaino e Francesco. Quis que 60 mendigos participassem do próprio enterro. Cada um com uma vela na mão. Desejo que foi atendido. Teve muitos sonhos. Um dos maiores e que não conseguiu realizar foi o sonho de voar.  Sonho que nasceu no coração davinciano quando ele ainda era menino e corria de braços abertos pela bucólica Vinci, uma aldeia da Toscana, tentando imitar os pássaros. Cenas que me fizeram, mais uma vez, lembrar de João Hélio. De repente, por alguns instantes, vi o ator mirim que interpretou Leonardo da Vinci ser substituído pelo filho de Elson Vieites e Rosa Cristina Fernandes. As ruas da aldeia italiana viraram as 14 ruas e os 4 bairros da zona norte do Rio de Janeiro. E do automóvel e das armas de fogo que o gênio italiano também contribuiu para invenção, vi um anjo escapar ileso e voar. E eu fiquei ali, sentado na Oca, entre o corpo e a alma.

 

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA: Leonardo da Vinci - Serge Bramly – Editora Imago.

 

 

Lucius de Mello é escritor e jornalista – Finalista do Prêmio Jabuti 2003 na categoria reportagem/biografia com o livro Eny e o Grande Bordel Brasileiro – editora Objetiva. E-mail: luciusdemello@uol.com.br 

 

 

 

Serviço:

 

As 2 exposições começaram dia 01/03 e ficam na Oca do parque do Ibirapuera em São Paulo até maio deste ano. A data do encerramento ainda não foi definida.

 

Podem ser vistas de segunda à sexta-feira, das 9 às 19 horas; sábados ,domingos e feriados, das 10 às 20 horas.

 

Os ingressos custam 30 reais – inteira; 15 reais –meia-entrada.



- Postado por quem? Palavreando Quando? 12:30

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