O Palavreando é um blog que tem um pouquinho de tudo e de tudo um pouquinho: Literatura, arte, internet, política, comportamento, educação, etc.

É também ponto de encontro de pessoas ávidas por uma leitura despojada. Portanto, "Seja muito bem vindo!"








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Nome: Janethe Fontes
(lado direito)
Aniversário: 03/12
Localidade: São Paulo





Coisas que eu curto: Gosto de coisas simples, mas tão gostosas...
Andar de mãos dadas, abraço apertado, chocolate quente, chocolate frio (humm) e dançar, embora esteja meio entravada (risos).

Gosto também de ler poesias, da natureza, da lua, do mar, do sol, das estrelas e mais meio mundo de coisas.

Além de tudo isso, sou alguém que adora escrever, romancear, contar histórias.
É, sou também uma escritora, caro amigo. Espero não tê-lo decepcionado por isso.


Coisas que eu odeio: Inveja, arrogância e gente chata.


Mas, afinal, quem é Janethe Fontes?
Eu explico:
"Sou simplesmente alguém que traz a alma povoada de esperanças..."

E tal qual uma criança,
às vezes, ponho-me a cismar.
E, numa névoa dourada,
vejo uma fada encantada
e um castelo, além do mar.
A vida, a Glória, o Sonhar...

Trago a alma povoada de esperanças...

Toda vestida de estrelas,
meus cabelos prateados
voam nas asas do vento.
Então acordo assustada
e vejo desapontada,
num instante, meu sonho desmoronar...

Trago a alma povoada de esperanças...

Volto a galope, singrando
um rastro de luz deixado
nos caminhos desta vida...
Num corcel negro montada
meus sonhos e minha fada
são fantasmas do passado...

...Trago a alma povoada de esperanças...

Fico a cismar nesta vida
pela existência perdida
que os anos não trazem mais.
E os sonhos descoloridos,
fada e castelo sumindo
num instante de reflexão...

E, mesmo assim, tal qual uma criança
Sinto a alma povoada de esperanças...

(Minha humilde homenagem a Neuza Rodrigues Leonel).


MEUS LIVROS



 

 
Sentimento Fatal: Em breve nas melhores livrarias







Nome: Simone Balliari
(lado esquerdo)
Aniversário: 17/07
Cidade: São Paulo/SP
Profissão: Jornalista




Coisas que eu curto: Uma boa companhia com uma boa conversa... carinho, dançar, cozinhar (Sim, amo ficar numa cozinha preparando e inventando receitas!!), as coisas simples que a vida nos proporciona e que às vezes não damos valor... como passear no fim da tarde pela praia, ficar horas vendo o mar... e sonhar. É, como toda canceriana sou uma sonhadora, romântica e eterna apaixonada...
Ah, também adoro andar de bicicleta, passear com meu cachorro e namorar meu marido (risos).


Coisas que eu odeio: Mentira e gente falsa e mesquinha


Um poema:
"Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso
faço hora
vou na valsa
A vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara
Tão rara
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára"
(Lenine)




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      Janethe Fontes
      2006

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      Sexta-feira , 29 de Setembro de 2006


      Felicidade

      Por Janethe Fontes

       

       

      O assunto é pertinente, porque, de uns tempos para cá, parece reinar a ditadura da felicidade, onde temos de parecer felizes o tempo inteiro, como se a felicidade fosse um estado permanente da alma. É como se não houvesse dor, ansiedade, medo ou quaisquer outros sentimentos tão comuns à alma humana.

       

      O mundo me assombra e intriga

      E eu fico perplexa ante a vida:

      Nascer!... Viver!... Existir!... Morrer!...

       

      E não importa o grau de dor, ansiedade ou inquietação que você esteja vivenciando, é preciso sempre apresentar uma aura cintilante, emanar alegria, para não infectar os outros com suas chatices e melancolias. É proibido não ser feliz. É proibido ficar triste. Por isso, sorria. Sorria sempre. Sorria mesmo quando a dor ou inquietação contorcer suas entranhas sem dó ou piedade. Afinal, ninguém deve saber do seu real estado de espírito, não é mesmo? A platéia espera por seu espetáculo, a platéia cobra que você seja feliz. A família, os amigos, a sociedade em geral e até você mesmo cobra isso. É a ditadura da “felicidade permanente”, cujo princípio ignora por completo que o sofrimento é um dos canais para o crescimento espiritual.

       

      Tenho momentos longos de fadiga

      Ao pressentir no coração uma ferida

      De tanto perquirir a razão do meu viver.

       

      Mas o pior é que na ilusão de que é possível atingir esse estado permanente de felicidade, muitos mergulham num poço cada vez mais fundo de depressão, pois não compreendem que toda essa ansiedade por ser feliz a qualquer custo, de qualquer forma, apenas as afasta do que é verdadeiro, do que é real, e elas não conseguem desfrutar de pequenas coisas, mas que trazem verdadeira alegria.

       

      Além disso, o desespero em fugir à dor, à realidade da vida, pode acarretar até mesmo em suicídio, explica o psicólogo americano Steven Hayes em entrevista à revista Veja: “Muitos suicídios são um último esforço para acabar com a própria dor. Em seis de cada dez casos os suicidas deixam escrito, em bilhetes, que não agüentavam mais sofrer. Há uma mensagem nisso tudo: evitar os sentimentos dolorosos é rejeitar a própria vida. Aceitá-los como parte da existência é a melhor atitude.”

       

      Viver como eu vivo, como nós vivermos,

      Tendo dias de sol, de chuvas e trovoadas,

      De risos, lágrimas e sofrimento...

       

      "As artimanhas que usamos para escapar da aflição nos desviam de nossos objetivos de vida. E é por eles que vale a pena viver", diz ainda o psicólogo Steven Hayes.

       

       

      Nota: Poesia de Neuza Rodrigues Leonel - Livro Vozes do Coração.



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      Quarta-feira , 27 de Setembro de 2006


      Eleições e o voto nulo

      Por Simone Balliari

       

       

      As eleições estão chegando e corre um boato pela internet e outros meios de comunicação sobre a anulação da eleição, caso haja um grande número de votos nulos e brancos. Porém a coisa não é bem assim: segundo o site Quatro Cantos “a diferença entre voto nulo e voto em branco não é muito significativa. Nenhum deles é capaz de anular eleição e sua distinção é uma filigrana jurídica. Há quem afirme que o voto em branco legitima o sistema político-partidário enquanto que o voto nulo significa votar contra todos.” Acontece que para se ter a validade destes votos em brancos e nulos teria que haver uma ciência do leitor reconhecendo que ele votou em branco e qual o motivo, uma vez que segundo o TRE de São Paulo “Os votos brancos e nulos são subtraídos de todos os cálculos para a totalização dos resultados”. Desde a Lei 9.504/97, que vigorou a partir das eleições de 1998, que o voto branco não é considerado para o cálculo do quociente eleitoral. A diferença é que voto nulo é atribuído a um candidato inexistente vindo da decisão pessoal do eleitor e nulidade da eleição é quando parte do TSE, sendo que voto nulo não anula eleição, mas o que anula uma eleição é uma das ocorrências descritas nos artigos 220 a 222 da Lei nº 4737, de 15 de julho de 1965 que institui o Código Eleitoral: 

       

      Capítulo VI

      Das nulidades da votação

      ...

       

      Art. 220. É nula a votação:

      I - quando feita perante mesa não nomeada pelo juiz eleitoral, ou constituída com ofensa à letra da lei;

       

      II - quando efetuada em folhas de votação falsas;

       

      III - quando realizada em dia, hora, ou local diferentes do designado ou encerrada antes das 17 horas;

       

      IV - quando preterida formalidade essencial do sigilo dos sufrágios.

       

      V - quando a seção eleitoral tiver sido localizada com infração do disposto nos §§ 4º e 5º do art. 135. (Incluído pela Lei nº 4.961, de 4.5.1966)

       

       

      continua...



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      [Continuação de Eleições e o voto nulo]

       

      Art. 221. É anulável a votação:

      I - quando houver extravio de documento reputado essencial; (Inciso II renumerado pela Lei nº 4.961, de 4.5.1966)

       

      II - quando for negado ou sofrer restrição o direito de fiscalizar, e o fato constar da ata ou de protesto interposto, por escrito, no momento: (Inciso III renumerado pela Lei nº 4.961, de 4.5.1966)

       

      III - quando votar, sem as cautelas do Art. 147, § 2º. (Inciso IV renumerado pela Lei nº 4.961, de 4.5.1966)

       

      a) eleitor excluído por sentença não cumprida por ocasião da remessa das folhas individuais de votação à mesa, desde que haja oportuna reclamação de partido;

       

      b) eleitor de outra seção, salvo a hipótese do Art. 145;

       

      c) alguém com falsa identidade em lugar do eleitor chamado.

       

      Art. 222. É também anulável a votação, quando viciada de falsidade, fraude, coação, uso de meios de que trata o Art. 237, ou emprego de processo de propaganda ou captação de sufrágios vedado por lei."

      ...

      Art. 224. Se a nulidade atingir mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações, e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de vinte a quarenta dias.

      § 1º Se o Tribunal Regional, na área de sua competência, deixar de cumprir o disposto neste artigo, o Procurador Regional levará o fato ao conhecimento do Procurador-Geral, que providenciará junto ao Tribunal Superior para que seja marcada imediatamente nova eleição.

      § 2º Ocorrendo qualquer dos casos previstos neste capítulo, o Ministério Público promoverá, imediatamente, a punição dos culpados.

       

       

      Vale lembrar aos leitores do nosso blog que no dia 1º de outubro temos que estar conscientes de nossos votos, afinal, como diz o velho ditado “é o futuro do país em nossas mãos!”. O voto é um direito nosso conquistado ao longo de toda uma história e não uma obrigação. Vamos usar este direito nosso de forma clara e concisa para que possamos mais tarde cobrar dos candidatos melhores resultados!



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      Importante

       

      VOTE. MAS VOTE CONSCIENTE. Consulte, investigue seus candidatos:

       

       

      Jornal Folha de S.Paulo - Veja quem são os acusados na fraude das ambulâncias, quanto receberam de propina pelo esquema (segundo Luiz Vedoin, um dos chefes da quadrilha) e quem é o relator de seu processo no Conselho.

       

      Excelências - Este serviço é oferecido com a intenção de proporcionar ao visitante informações recolhidas em bancos de dados públicos a respeito de candidatos à Câmara dos Deputados nas eleições de 2006. A intenção é propiciar ao eleitor uma decisão mais informada sobre seu voto para deputado federal. 



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      Domingo , 24 de Setembro de 2006


      Cicarelli, orgasmos e hipocrisias

      Por Solange Pereira Pinto

       

       

      Será que cada um sabe mesmo de si? Parece que não. Procuram saber mais a respeito dos outros. Quantos estão realmente preocupados em ter prazer, ser feliz, gozar a partir da própria vida?

       

      Lendo os comentários, das inúmeras matérias sobre o vídeo do casal na praia espanhola, vejo que sempre a vida estará dividida em times. O mundo parece feito de torcidas. De rivalidades. Cada torcida, óbvio, defende ardorosamente seu time. Ultrapassando o futebol, passando pelo sexo, dinheiro e poder. Ampliando tabus. Eta vaidadezinha humana! Inveja é uma merda publicam os pára-choques de caminhões.

       

      Puritanos, cínicos, calhordas, beatas, reprimidos – todos com telhados de vidro –   levantando bandeirinhas de "bons-costumes", do "atentado ao pudor", do "pecado", da "família cristã", dos "execráveis pagãos". Para quê? Racionalidade? Afinal, quem prova que somos assim tão "civilizados"? " Vá cuidar da sua vida/ Diz o dito popular/ Quem cuida da vida alheia/ Da sua não pode cuidar", canta Itamar Assunçao.

       

      Essa coisa de separar o mundo em bem e mal é uma coisa cansativa. Produzir julgamento parece o passatempo mais praticado dos seres humanos. Enforca? Mata? Esfola? Lincha? Marginaliza? As classes dos que são bons e dos que são maus. As divisões, os separatismos, dos "donos da verdade". Em tela critérios pessoais somados ao senso comum caminhando pela falta do que fazer ou dizer de produtivo. Mediocridade mesmo! Mesquinharia!

       

      Além de se esgotar na net atrás do vídeo "Cicarelli transa no mar", alguém tem lido algo produtivo? Quem sabe "Memórias de minhas putas tristes" ( Gabriel García Márquez), ou se basta com o "Veneno do Escorpião" (Bruna Surfistinha), ou o agora recém-lançado "Depois do escorpião" (Samantha Moraes)? Melhor ler "Quem"... Ai , ai, ai...

       

      Bem que a discussão poderia se elevar. Mas não. É preciso dizer se Cicarelli é menina de bons princípios ou vagabunda. É preciso dizer que mulher que goza e tem tesão não é lá essas coisas. É preciso dizer se a celebridade pisa na bola ou se bate um bolão. É preciso olhar para o outro e apontar o dedo, para esconder as próprias mazelas. É preciso se investir diariamente de juiz para rotular, botar no banco informal dos réus, sacanear o outro e elevar a própria e falida moral.

       

      Toscos. É o que somos. Urubus de vilezas. Açougueiros de plantão. Dublês de matadores de aluguel. Piratas da felicidade alheia. As músicas, os livros, os semanários, as novelas, os noticiários, os fotógrafos, os vídeos-amadores estão aí para mostrar quem realmente somos nós.

       

      Afinal, todo mundo quer saber com quem você se deita, nada pode mesmo prosperar. A música de Caetano "Luz de Tieta" é perfeita para o caso Cicarelli. Mas, o povo quer mesmo é ver o naufrágio do Titanic para contabilizar mortos, lamber as carniças e chupar os ossos, acreditando-se deuses, para além do bem e mal, imortais. Eu, particularmente, ainda prefiro um orgasmo com quem se queira nas ondas do mar, para que a vida não fique tão estreita.



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      [Continuação de Cicarelli, orgasmos e hipocrisias]

      A luz de Tieta

      Caetano Veloso

       

       

      Todo dia é o mesmo dia

      A vida é tão tacanha

      Nada novo sobre o sol

       

      Tem que se esconder no escuro

      Quem na luz se banha

      Por debaixo do lençol

       

      Nessa terra a dor é grande

      E a ambição pequena

      Carnaval e futebol

       

      Quem não finge, quem não mente

      Quem não goza e pena

      É que serve de farol

       

      Existe alguém em nós

      Em muitos dentre nós

      Esse alguém

      Que brilha mais do que milhões de sóis

      E que a escuridão conhece também

       

      Existe alguém aqui

      Fundo no fundo de você, de mim

      Que grita para quem quiser ouvir

       

      Quando canta assim:

      Toda noite é a mesma noite

      A vida é tão estreita

      Nada de novo ao luar

       

      Todo mundo quer saber

      Com quem você se deita

      Nada pode prosperar

      ...



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      ________________________




      Quando a última árvore cair, derrubada; quando o último rio for envenenado; quando o último peixe for pescado, só então nos daremos conta de que dinheiro é coisa que não se come".

       

      (Índios Amazônicos)