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Palavreando...
Sexta-feira , 18 de Agosto de 2006
Entendendo um pouco sobre os Chacras
Por Simone Balliari

Todo o ser humano possui centros vitais, conhecidos com o nome de CHACRAS. Eles são consubstanciados no indivíduo, para proverem os elementos vitais ao bom funcionamento e conseqüente equilíbrio de seus corpos, mental, astral e físico, quer esteja nesta última condição, quer fora dela, isto é, sem o corpo físico. A palavra chakra (chacra) é sânscrita e significa roda. Os chakras, ou centros de força, são pontos de conexão ou enlace, pelos quais flui a energia de um a outro veículo ou corpo do homem da superfície, quando este se encontra sob a lei do karma e sob a lei do livre arbítrio. Os clarividentes podem vê-los facilmente no duplo etérico, em cuja superfície aparecem sob forma de depressões semelhantes a pratinhos ou vórtices. Desse modo cada chakra assemelha-se a uma flor cujas pétalas estão em movimento constante e harmônico. Quando já totalmente desenvolvidos, assemelham-se a círculos de uns cinco centímetros de diâmetro, que brilham mortiçamente no homem comum, mas que, ao se excitarem vividamente, aumentam de tamanho e são vistos como refulgentes e coruscantes torvelinhos à maneira de diminutos sóis. Todas essas rodas giram incessantemente e pela boca aberta de cada uma delas flui continuamente a energia do mundo superior, a manifestação da corrente vital diamante do Segundo Aspecto do Logos Solar, a que chamamos energia primária, de natureza sétupla, cujas modalidades in totum agem sobre cada chakra, ainda que com particular predomínio de uma delas segundo o chakra. Sem esse influxo de energia, não existiria o corpo físico. Os Chacras, que são 7 (os principais), são pontos etéreos sobre os quais incidem os 7 Fluídos Cósmicos Básicos, ou sete imagens elétricas, para então se transplantarem aos Plexos e Gânglios materiais em número de 49, todas as emanações necessárias à vitalidade, ao fim e ao uso da carcaça humana.
7o CHACRA CORONÁRIO: Conhecido no Hinduísmo como SASHARARA. Este ponto situado no alto da cabeça atua no cérebro e cerebelo. Sua energia é a Essência Divina e corresponde ao que chamamos de 3o Olho.
6o CHACRA - FRONTAL: Conhecido no Hinduísmo como AJNÃ. Este ponto situado entre os olhos, atua diretamente sobre a fronte, os sinos e os olhos. Sua energia é o Poder Oculto da Palavra.
5o CHACRA - CERVICAL: Conhecido no Hinduísmo como VISUDDHA. Este ponto situado à altura da garganta física atua diretamente na região do pescoço e tomam assento ou fixação na faringe, laringe, glândula tireóide, etc.
4o CHACRA - CARDÍACO: Conhecido no Hinduísmo como ANÃHATA. Este ponto situado à altura do coração físico atua diretamente sobre o coração, sangue, aparelho circulatório, etc
3o CHACRA - SOLAR (ou Solear): Conhecido no Hinduísmo como SVÃSBISTHANA. Este ponto situado à altura do umbigo físico atua diretamente sobre as vísceras abdominais, tais como: fígado, pâncreas, órgãos do aparelho digestivo, etc.
2o CHACRA - ESPLÊNICO: Conhecido no hinduísmo como MANIPURA. Este ponto situado à altura do baço físico atua diretamente sobre o baço, pâncreas e glândulas supra-renais
1o CHACRA - BÁSICO OU SACRO: Conhecido no Hinduísmo como MULADHARA. Este ponto situado na base da espinhal dorsal física atua diretamente sobre os órgãos pélvicos, próstata, bexiga, glândulas seminais, ovários, etc.
continuação...
continua...
As cores, que variam de chakra para chakra, também reluzem de um modo que contribui para sua aparência de flor. Numa pessoa saudável, as formas dos chakras se encontram num belo equilíbrio simétrico e orgânico, em que todas as partes fluem em uníssono, num padrão rítmico. Seu movimento tem na verdade um caráter harmônico e musical, com ritmos que variam de acordo com as diferenças individuais de constituição e temperamento.
Portanto, os chakras atuam em todos os seres humanos. Nas pessoas pouco evoluídas seu movimento é lento, o estritamente necessário para formar o vórtice adequado ao influxo de energia. No homem bastante evoluído, refulgem e palpitam com vívida luz, de maneira que por eles passa uma quantidade muitíssimo maior de energia, e o indivíduo obtém como resultado o acréscimo de suas potências e faculdades.
Fontes: Umbanda racional - Caminhos de luz
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Quarta-feira , 16 de Agosto de 2006
Um domingo com Marçal Aquino (Resenha)
Por Solange Pereira Pinto
O domingo acordou preguiçoso, como sempre. O sol numa alegria incontida entrava por toda a casa gritando a urgência de sair um pouco da poeira do desânimo habitual. O telefone tocou. Tomei um café, fiz uma careta (algumas coisas cheiram melhor que o próprio gosto). Rendi-me. Calcei o tênis, vesti o short e a camiseta, peguei o boné, nessa espantada ordem e chamei o paulista Marçal Aquino para uma volta no parque.
Sabe como é, domingo de sol no parque da cidade, lugar perfeito para famílias, crianças, patins, bolas, bicicletas, pipas, casais, pais, mães, tias, avós, desocupados, ambulantes, churrascos, piqueniques e duchas... Lá fomos nós ao encontro das “Famílias terrivelmente felizes”.
Cada raio ia se alongando sobre o corpo e Aquino me contando a primeira de muitas histórias do dia. Logo diz “meu tio morreu em um hospício numa tarde de segunda. Conversando com seus fantasmas, a única coisa que aprendeu na vida”. E, num ato contínuo, foi relatando tudo o que ele poderia ter sido.
A cada passo dado, minha atenção redobrava, e novos cotidianos iam surgindo. Os onze jantares, o escritor saxofonista, a mulher com ar de quem é absolutamente íntima de incêndios, e ressaltou “o homem é uma criatura solitária. Muito embora viva procurando se amparar nas mais diversas coisas. Até mesmo numa página em branco”.
Fiquei pensativa. Quantas escoras fabricamos! Como um traçado de vida pode se complicar a cada parágrafo vivido? Foi quando ele me contou sobre a família no espelho da sala, “é, não tem jeito, viver não permite escolhas. Não se esqueça. Antes de sair, olho a redação: todos envolvidos na tarefa febril do fechamento. As pequenas tragédias pessoais – e, por que não, as grandes também -, adiadas por algumas horas. Para recomeçar tudo amanhã”. (Marçal é também jornalista e sabe bem o que é inventariar as causas alheias, esquecendo das próprias em nome do ofício).
Ora leve, ora intenso, o tempo vai caminhando entre traduções de silêncios e verdades. São expostos os cacos, as colagens. Numa pausa me fixo nessa fala “...Mas hoje eu sei que a vida trapaceou com eles. Lembrando um relance aqui e um flagrante ali...”.
Suas histórias vão me fascinando sob a paisagem dominical de crianças saltitantes e de casais enamorados debaixo de copas verdes. No mesmo instante, vem ele contar de um dia de casamento, para em seguida narrar noites, acontecimentos em casas, em bares, falar das conspirações, dos casos, dos amantes, dos desejos urbanos, das emoções rurais. “Mortos não respondem por jogos perdidos em vida”. Entre risadas e tamanha curiosidade me torno voyeur daqueles seres de papel.
Algumas nuvens se unem cobrindo a tarde. A água de coco chega ao fim. Eu me apresso em ouvir a última história que meu novo amigo tem a contar “Miss Danúbio”. Em meio às diversas finitudes possíveis de mais um dia, despedi-me de Marçal, que com seu jeito enigmático, surpreendente e simples, passou o domingo a mostrar os entrelaces do dia-a-dia de pessoas comuns. Famílias terrivelmente felizes. Vários contos numa teia de vida. “Até mesmo os cheiros envelhecem...”, ele disse em algum momento. Alguém duvida?
Solange Pereira Pinto é graduada em Direito e Jornalismo. Também é artista plástica e arte-terapeuta, professora universitária e autora do livro "Do Imaginário ao Concreto: Brasília uma Narrativa da Construção Civil". Visite o seu blog Idéias & Ideais.
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Famílias Terrivelmente Felizes - Autor: Marçal Aquino
Sinopse: Além de cinco contos inéditos, este volume reúne textos já publicados que, segundo o autor, encontram-se "em vias de atingir a maioridade". São oito contos retirados de As fomes de setembro (1991); outros oito selecionados de Miss Danúbio (1994), incluindo o texto que deu título a esse livro; e o conto Boi, que integrou a coletânea Decálogo (2000). Segundo o escritor Cristóvão Tezza, "avançando pelo livro, do intimismo inicial o leitor sentirá a passagem para as suas fortes histórias de ação, dramáticas e surpreendentes, sempre atentas a ‘essas coisas que são de direito’ da humanidade paralela que povoa seu universo. Em cada gesto, esses personagens parecem pedir licença, às vezes a tiros, para entrar no mundo da humanidade verdadeira".

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Segunda-feira , 14 de Agosto de 2006
Campanha: “Combate a Pedofilia na Internet”
Por Janethe Fontes
De repente, você se depara com imagens de crianças sendo abusadas por adultos e fica chocado(a), indignado(a). Mas nada faz, porque acredita que nada pode fazer. Mas pode!! E como pode!
O site Censura, para orientar pais e colaborar no combate ao crime, de dezembro a fevereiro, recebeu 720 denúncias, que foram encaminhadas ao Departamento de Polícia Federal, em Brasília. "Fazemos esse trabalho há oito anos, mas nunca vimos a condenação de um único suspeito", diz os mentores do site, Anderson Miranda e a mulher, a advogada Roseane. Onias Tavares de Lima, diretor do Núcleo de Perícias de Crime de Informática da polícia paulista, responsabiliza os provedores de acesso à internet pela impunidade. "Essas empresas não têm boa vontade e atrapalham a investigação", afirma. "Como não há uma lei que obrigue o provedor a abrir o cadastro dos clientes, os policiais procuram um pedófilo como quem busca uma agulha no palheiro." O delegado Adauto Martins, coordenador da Divisão de Repressão a Crimes Cibernéticos da PF, explica: "Temos que pedir ajuda ao Ministério Público e à Justiça para que o provedor revele o endereço de conexão. Muitas vezes, porém, não o localizamos, porque a identificação de um computador pode mudar no momento em que ele é religado". Para virar o jogo, Anderson e Roseane fazem um abaixo-assinado. "Com 1,6 milhão de assinaturas, apresentaremos ao Congresso um projeto de emenda popular que obriga as operadoras de telefonia e os provedores a bloquearem a pedofilia".
O perfil do pedófilo é diferente do perfil do molestador. "O pedófilo pode manter seus desejos em segredo por toda a vida sem nunca passar ao ato real ou cometer crimes", afirma Ilana Casoy, do Nufor, um núcleo de pesquisas em psiquiatria forense da Universidade de São Paulo. "O diagnóstico se confirma quando o indivíduo tem, por no mínimo seis meses, fantasias excitantes e recorrentes ou comportamentos envolvendo atitude sexual com crianças pré-púberes." É um sujeito que gosta de contar histórias, tem paciência e adora se tornar importante na vida das crianças, o que o torna ainda mais perigoso.
No Brasil, conforme rastreamentos feitos pela polícia, jovens de classe média, com idade entre 17 e 24 anos, são considerados os principais produtores de imagens de crianças violentadas. Suas vítimas, na grande maioria dos casos, são menores de suas próprias famílias, como sobrinhos e até irmãos. No comércio da pedofilia, uma foto de criança seviciada chega a valer US$ 100. Um vídeo de cinco minutos, US$ 1 mil.
Os compradores dessa produção têm um perfil diferente. Normalmente, são solteiros, têm pouco mais de 40 anos de idade e costumam ser profissionais liberais. Até onde se sabe, 95% dos consumidores de pornografia infantil sofreram eles próprios abusos sexuais na infância. A lei brasileira indica como crime a produção e comercialização de imagens de pedofilia, mas não o seu porte. “Se pegamos alguém com esse tipo de fotos, nada podemos fazer”, lamenta o delegado Martins. “Só agimos quando há um flagrante de distribuição do material.” Na Europa, quem tem mais de cinco fotos de pedofilia em seu computador – ou em cópias de papel – responde a processo criminal.
A principal missão do site Censura é a conscientização de internautas (usuários da Internet), políticos (responsáveis pela Legislação do País), as Famílias e a Sociedade como um todo, sobre a situação preocupante, imposta pela ação criminosa através da Internet – pois os riscos são inúmeros. “Nossas crianças correm o risco real e imediato de serem assediadas via Internet, raptadas para contracenarem em cenas sádicas, doentias, ou ainda, de verem publicadas sua dor, sua angústia pelo sofrimento no abuso ou exploração sexual... Por isso, abrace esta causa. Denuncie!”. “Quem denuncia salva!” (Anderson e Roseane Miranda).
continuação....
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continua...
Faça sua parte. Acesse este Link, imprima o abaixo-assinado e colha o máximo de assinaturas possível. Depois encaminhe ao endereço mencionado no rodapé (Caixa Postal 1635 São José dos Campos/SP CEP: 12230-971).
Sugestão de leitura:

Mais sugestões de leitura - Reportagens: Revista Cláudia e IstoÉ
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Quando a última árvore cair,
derrubada; quando o último rio for
envenenado; quando o último peixe for pescado,
só então nos daremos conta de que
dinheiro é coisa que não se come".
(Índios Amazônicos)

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