Palavreando
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Nome: O Palavreando é um blog que tem um pouquinho de tudo e de tudo um pouquinho: Entretenimento, literatura, arte, internet, política, comportamento, educação, denúncia, etc


É também ponto de encontro de pessoas ávidas por uma leitura despojada. Portanto, "Seja muito bem vindo!

Sobre a autora do blog: Eu sou Janethe Fontes, escritora, e este é o meu cantinho. Sempre que possível, eu escrevo "alguma coisa" e posto aqui, mas não é diário, nem semanal e nem mensal... é sempre que eu consigo um tempinho em meio a correria do meu dia-a-dia, ok??


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Criminosos educacionais: um genocídio diário
Por Solange Pereira Pinto

O texto é longo. Sei que a maioria não terá a menor paciência para ler. Fazer o que, né? É isso que escuto diariamente dos alunos que insistem em não ler: o tema é chato, tenho outras prioridades, o livro é grosso, tenho preguiça, me dá sono, não tenho hábito etc. Que reine a ignorância, mas para quem tiver saco lá vai.

 

Se eu tivesse aqui falando do último suicídio, de uma jovem de 15 anos em Porto Alegre, que vi outro dia no orkut, teria leitores atentos. Ou, se eu narrasse aqui a história do pai que jogou os dois filhos pela janela e depois pulou a janela, um oncologista americano, também. Mas a violência que tentarei descrever é outra. Ela é um pouco mais sutil, se é que há sutileza no que é violento.

 

Nossa quanta introdução para um assunto! Dois parágrafos! 146 palavras! É final de semestre, e quem é professor de graduação sabe o que isso significa: trabalho, muito trabalho! Chega à hora de dar notas, avaliar alunos, dizer quem vale quanto. Nesse momento me pego no velho conflito que baixa meu travesseiro sempre que tenho que fechar o diário da faculdade.

 

Sou contra o sistema de ensino que é utilizado no Brasil. Acho decadente. Mas, para um país como o nosso, temos uma educação à altura. Para um país que tem presidente que não estudou formalmente, isso é balela. Ainda não descobri qual é a função da escola e nem se ela é tão necessária assim, do jeito que está.

 

Eu pensava que a educação, a escola, tinha por objetivo formar pessoas para a vida, para o pensamento crítico, para a cidadania, para a construção de valores éticos, entretanto devo estar enganada. Não é o que se pratica. Mas, vamos ao que interessa.

 

Mesmo eu tendo feito dois cursos superiores e algumas especializações, acho que o diploma é uma grande mentira. Conheço muito autodidata que deixa PHD no chinelo. Além disso, muito do que aprendi na minha vida não veio pela escola, mas pelo meu interesse, por minha curiosidade, por minha inquietude e vontade de saber. Os livros que mais me marcaram não foram indicados pelos professores que tive em sala de aula. Não faço aqui apologia ao não estudo, mas à valorização dele.

 

Estudar é muito mais que freqüentar escola chata, com professores despreparados, com coordenadores medíocres. Adquirir habilidades ou conhecimento está vinculado à escola, assim como fazer sexo às conversas entre adolescentes. Aprendemos mesmo é fazendo e não, somente, olhando ou ouvindo sobre.

 

Quando chega a hora de dizer ao aluno que ele vale zero ou dez, ou todas as notas intermediárias da dezena, vêm à tona os chamados critérios. E, para se formular os requisitos existem mil e uma maneiras. Mas, temos que pensar nas competências e habilidades necessárias, mínimas ou suficientes, a serem aprendidas pelo aluno para que ele seja considerado “aprovado”. Qual é o mínimo?

 

Falo aqui, por enquanto, de Língua Portuguesa. Num país onde se lê tão pouco, onde se escreve tão mal, o que exigir de nossos alunos? A escola tem em sua grade curricular as disciplinas e os conteúdos importantes para a formação do estudante.

 

Supõe-se que ao sair do primeiro grau, o indivíduo domine com certa destreza o seu idioma materno. Pressupõe-se, também, que, ao sair do segundo grau, o cidadão não só saiba ler bem, como se expressar adequadamente por escrito e oralmente na língua nacional. Ou seja, ele estará habilitado a escrever dissertações, cartas, e textos variados, bem como ler criticamente, ao pegar seu diploma do secundário.

 

Essa é a realidade do Brasil? Vejo que não. Os cursos mais baratos, na maioria das faculdades particulares, são Pedagogia e Normal Superior. Os futuros educadores, que formarão nossas crianças, ganharão salários proporcionais aos valores das mensalidades que pagaram durante sua formação acadêmica. Triste realidade. A saída é aumentar o valor da mensalidade da graduação?

 

continua...



- Postado por quem? Janethe Fontes Quando? 12:23

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continuação...

 

Todo início de semestre pergunto aos alunos sobre o que motivou a escolha do curso. Ouço muitas respostas do tipo: “eu queria fazer direito, mas é muito caro. Então, escolhi o Normal”; “gostaria de cursar psicologia, mas só passei para pedagogia”; “escolhi esse curso, pois é o mais barato da faculdade”; “ser professor tem mais mercado de trabalho”; “o curso é mais rápido”. São inúmeras as considerações dos graduandos. Penso que não é só para os cursos que formam professores. Existe uma grande dúvida entre os jovens na hora de escolher uma profissão. Eu também tive.

 

O que me deixa mais chocada, talvez, é o fato de perceber que, em geral, o aluno (de qualquer curso) está mais preocupado com o diploma do que com a sua real formação intelectual e crítica. Há o mito que, com o simples canudo na mão, as portas do mercado de trabalho se abrirão. Quando sabemos que neste país ainda impera muito o “quem indica” e que diploma por si só não é suficiente.

 

Outro ponto é que quem está dando aulas em faculdade nem sempre está habilitado ou é competente a fazê-lo. É a velha roda girando. Professores despreparados, indicados, ou com títulos, mas sem o conhecimento e a didática para praticarem bem o ofício. Isso começa lá no maternal. Aquela professora que leva muito jeito com criança, mas que mal sabe escrever três parágrafos com coesão e coerência. Na universidade não é diferente. Já vi doutor que não usa os plurais. Já ouvi palestrante mestre que não tem concordância verbal. Já li texto de coordenador acadêmico que não tem sentido.

O que tudo isso significa? Que o Português é o entrave na vida do brasileiro? Só se for o colonizador, que seria com letra minúscula. Alguém pode sugerir que o nosso idioma é complexo demais. Concordo que seja. Outro dia li um texto que achei interessante, e um trecho dizia “não se ensina língua portuguesa para saber língua portuguesa, mas para desenvolver capacidades de comunicação (ler, escrever e expressar o que se deseja ou o que se pensa) e de representação da realidade imediata, bem como de se relacionar e de se integrar social e culturalmente”.

Então, dá para entender qual é a proposta: comunicar para se relacionar e se integrar socioculturalmente. Contudo, o vestibular está repleto de peguinhas gramaticais, de interpretações enlatadas de textos, de perguntas sobre o emprego do “que”, isso para se entrar em universidades públicas, pois para as particulares nem a redação sei se realmente é corrigida. Desta forma, vamos exigindo que nossos alunos fiquem “decorando” análise sintática ao invés de treinarem sua expressão e leitura crítica. Ou, ainda, empurrando de série em série para evitar a evasão escolar, com o pensamento: é melhor isso do que nada; o que faz certo sentido.

 

Os chamados analfabetos funcionais (nome tão em moda nos dias atuais) estão por toda parte, médicos, engenheiros, advogados, analistas de sistemas etc. Pessoas ditas “formadas” incapazes de lerem uma notícia de jornal e entender o que se passa no planeta. Eu confesso que meu domínio da língua portuguesa é relativo. Nem sei se um dia chegarei à qualidade de especialista, mas não tenho dúvidas de que sei me comunicar bem e entender o que leio. E, certamente, não foi a partir das enfadonhas aulas de gramática, mas da leitura constante que me habituei desde criança.

 

Quem lê bem, fala e escreve bem, diz o velho ditado. No entanto, por que não se lê bem neste país? Os livros são caros é uma realidade, porém existem bibliotecas (ainda que poucas em alguns lugares), hoje existe internet, há amigos que compram livros, as possibilidades estão por aí. Acredito que o que falta é valorizar a leitura. O que falta é incentivar a curiosidade, a pesquisa, a autonomia.

 

Outros dirão, mas, diante da perversa realidade social em que vivemos, não há tempo para ler, tem que se matar o leão para trazer a carne de todo dia. Até quando acreditaremos que o leão estará disponível na selva de pedra, se não houver habilidade para buscá-lo?

 

continua...



- Postado por quem? Janethe Fontes Quando? 12:21

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continuação...

 

Voltemos às salas de aula da infância e da juventude. Professores matando seu leão diário não se preocupam (nem todos é claro) em mostrar que aprender pode ser interessante, divertido, necessário para o desenvolvimento individual e social. Dão suas aulas burocráticas para receberem o salário sofrido e reclamar da profissão. Professor não gosta “ensinar”, aluno não gosta de “aprender”. Como resolver essa equação?

 

A cada ano milhares de novos professores são lançados no mercado. Muitos deles apenas freqüentaram a faculdade, vários não leram quase nada, outros leram e não entenderam e foram aprovados. Creio que o nível dos diplomados, genericamente, está baixo. Lembrando que o tempo de graduação está diminuindo. Hoje, se “forma” um futuro professor do ensino fundamental em três anos, míseros 36 meses, tempo de um consórcio de carro. Considerando que a base escolar foi caótica, o que esperar desses futuros “educadores”?

 

O modelo atual da educação superior é baseado no lucro, na quantidade de alunos, na aprovação em massa. Diploma é mero produto de consumo e o conhecimento nem sempre entra nesta embalagem. Pagou levou, se aprendeu não sei. A fila anda. Professor que reprova muito é jubilado e mal visto, deve ser “incompetente”.

 

Os pontos são tantos que daria para escrever um livro. Todavia, o interesse deste texto não é solucionar os problemas da educação brasileira, nem simplesmente apontar culpados, tão menos depreciar quem luta fazendo sua parte profissional e social. Os responsáveis, por uma educação melhor, de qualidade, estão em todos os lares e âmbitos: escola, professores,  alunos, sociedade, governo, família.

 

Pais que lêem e incentivam os filhos criam leitores em potencial. Mais um clichê que faz sentido. Não se pode responsabilizar o governo (ou falta dele) por todos os fracassos educacionais e tampouco a escola. A obrigação é coletiva. A educação está para além dos bancos escolares, embora seja, em muitos casos (excetuando o autodidatismo que eu apóio, mas a sociedade não), necessário passar por eles. Educar passa pela cultura de um povo, passa pela identidade nacional e sua expressão mais profunda.

 

Temos que acabar com a mania de culpar o outro e tirar dos próprios ombros o compromisso. O ônus é de todos. A sociedade brasileira está repleta de criminosos educacionais que cometem diariamente um genocídio social e cultural. As crianças estão sendo assassinadas em sua chance de viver melhor. O país está sendo estuprado todos os dias pela ignorância. Há um suicídio generalizado do comprometimento de se formar uma civilização melhor. Há um seqüestro do que é verdadeiramente importante e ético. Até quando?

 

Se você conseguiu chegar até o final deste texto, provavelmente não é o leitor a quem ele se destinava, visto que são sempre os mesmos que lêem, têm o senso crítico, e clamam pela mudança estrutural. Aqueles que deveriam ler isto aqui, refletir, questionar, duvidar, acham que estão matando um leão por dia e que ver TV é o que resta. Ah, de volta ao começo, estou no final do semestre fechando notas e o diário, que nota eu dou de zero a dez?

 

Solange Pereira Pinto é graduada em Direito, Jornalismo, com especializações em Arte-educação e Tecnologias, formação em Psicodrama. Também é professora universitária nas disciplinas de Leitura e Produção de Textos, Educação e Tecnologias da Comunicação e da Informação e Ensino de Artes. Além disso, é autora do livro “Do Imaginário ao Concreto: Brasília uma Narrativa da Construção Civil", cronista, poeta e colaboradora da LITERATURA CLANDESTINA. Visite o seu blog Idéias & Ideais.

Nota: Texto gentilmente autorizado pela autora para publicação neste blog.



- Postado por quem? Janethe Fontes Quando? 12:20

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Livros são perigosos
Por Jose Castello
 
 

"Livros são perigosos e, por isso, devem ser destruídos". A repulsiva idéia, que o escritor Umberto Eco desenvolveu em seu romance O nome da rosa, de 1981, é, na verdade, muito antiga. Surgiu com os próprios livros, que aparecem pela primeira vez, feitos em argila, na Suméria, Mesopotâmia. Guerras sucessivas os destruíram. Ainda assim, expedições arqueológicas desenterraram tabletas de argila que datam dessa época. Desde esses tempos remotos, o livro – em suas primeiras formas, tabletas, depois papiros, pergaminhos – está, sempre, sob ameaça.

A saga dessas agressões é relatada em História universal da destruição dos livros, do escritor venezuelano Fernando Báez. “Os que queimam livros acabam queimando homens”, escreveu o poeta Heinrich Heine. A história prova que sim. Báez participou da comissão da Unesco que, em março de 2003, visitou o Iraque depois da invasão americana, para investigar a devastação da Biblioteca Nacional de Bagdá. Ela sofreu dois ataques com bombas e mísseis, seguidos de dois violentos saques. Todo o acervo desapareceu. Tabletas de argila dos sumérios, de 5.300 anos, foram roubadas das vitrines. A devastação continuou, por volta de 2000 a.C., em uma região governada pelo rei Hamurabi, que é, hoje, o sul de Bagdá. Também a biblioteca do Ramesseum, o templo que Ramsés II construiu em Tebas para lhe servir de túmulo, desapareceu com seus rolos de papiros esotéricos. Depois de Ramsés II, o faraó monoteísta Akhnatón mandou queimar milhares de papiros, porque eles falavam de espectros e demiurgos. A destruição de livros continuou na Grécia Antiga. Estima-se que 75% de toda a literatura, filosofia e ciência antiga se perderam.  Um dos momentos mais brutais foi o da destruição da Biblioteca de Alexandria, com um acervo que se aproximava do milhão de livros. Durante a metade de um ano, papiros contendo textos de Hesíodo, Platão, Górgias e Safo, entre tantos outros autores, foram usados para acender o fogo dos banhos públicos da cidade. Centenas de obras da biblioteca de Aristóteles desapareceram quando da morte repentina de Alexandre Magno, de quem ele foi tutor. O fato mais grave é a perda do segundo livro de sua Poética, dedicado ao estudo da comédia. Em O nome da rosa, Umberto Eco propõe a versão de que ele foi destruído progressivamente pela Igreja Católica, para conter a influência do humor. Báez suspeita que a Poética tenha sido, na verdade, destruída pelo desleixo. 

Em março de 1997, os bibliotecários da Escola Hertford mandaram destruir 30 mil livros sobre temas homossexuais, que haviam sido doados. Durante oito horas de trabalho, 35 voluntários enterraram os livros. Mas não é só o conservadorismo que promove queima de livros, o pensamento progressista também. No ano de 1994, as tropas russas entraram na Chechênia e arrasaram Grosny. O bombardeio sobre a cidade destruiu uma coleção de dois milhões e setecentos mil livros. Salvaram-se apenas 20 mil livros, guardados nos subterrâneos de um estádio de futebol. Calcula-se que em toda a Chechênia mais de mil bibliotecas e mais de 11 milhões de livros foram dizimados. As ameaças mais atrozes vêm, hoje, do terrorismo.

Em março de 1997, os bibliotecários da Escola Hertford mandaram destruir 30 mil livros sobre temas homossexuais, que haviam sido doados. Durante oito horas de trabalho, 35 voluntários enterraram os livros. Mas não é só o conservadorismo que promove queima de livros, o pensamento progressista também. Em 1998, na Virginia Ocidental, um grupo chamado Coletivo de Mulheres queimou, em uma imensa fogueira, livros considerados degradantes à condição feminina, entre eles obras de Schopenhauer. No ano de 1994, as tropas russas entraram na Chechênia e arrasaram Grosny. O bombardeio sobre a cidade destruiu uma coleção de dois milhões e setecentos mil livros. Salvaram-se apenas 20 mil livros, guardados nos subterrâneos de um estádio de futebol. Calcula-se que em toda a Chechênia mais de mil bibliotecas e mais de 11 milhões de livros foram dizimados. As ameaças mais atrozes vêm, hoje, do terrorismo.

  

 

Crédito(s): Revista Entrelivros.

 

Simone Balliari


- Postado por quem? Janethe Fontes Quando? 22:19

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Dependentes tecnológicos

Por Janethe Fontes
 
 

Você já parou para pensar em como a vida ficaria sem graça sem essa tecnologia a qual fomos acostumados?

Já parou para pensar no que seria de nós “pobres mortais” se de repente algo acontecesse e ficássemos sem televisão, telefone, computador, internet, etc?

Será que suportaríamos a vida sem essas “coisinhas”?

Às vezes penso que não.

É incrível como nos tornamos dependentes tecnológicos, tanto que a vida parece realmente sem graça quando ficamos sem essas tranqueiras todas. Talvez alguns achem que estou exagerando ao dizer isso, mas que atire a primeira pedra quem nunca se sentiu o pior dos mortais porque a luz do bairro acabou em pleno domingão e ficou sem nada para fazer, quem nunca ligou o rádio ou a televisão apenas porque “a casa estava silenciosa demais”, ou quem nunca se viu quase desesperado porque não conseguia conectar na internet e ler seus e-mails.

 

Eu fiquei apenas uma semana e meia sem meu computador, mas foi o suficiente para ficar quase maluca. Não tenho costume de fazer anotações à caneta, pois sempre tive uma preguiça terrível para escrever. Por isso todas as minhas anotações estão dentro de uma máquina(!). Então, quando um vírus resolveu detonar meu computador, quase detonou também a dona dele (rs).

Mas obviamente essa não é a primeira vez que isso acontece, já tive problemas bem parecidos antes. No entanto, quanto mais o tempo passa, mais me encontro dependente do meu computador. Tudo, absolutamente tudo, fica arquivado na memória da minha máquina. Não tenho sequer uma agenda para anotar as datas dos aniversários dos meus parentes e amigos, e os números dos telefones estão gravados em minha memória (sempre tive facilidade para decorar números) ou na agenda do meu celular. E as minhas parcas anotações à caneta se referem a endereços de editoras e datas de envio de minhas obras.

 

Talvez eu devesse aproveitar essa mais recente experiência para providenciar urgente uma agenda e um caderno bem grosso para fazer minhas anotações, mas, sinceramente, acho que não conseguiria retroceder tanto. Sou de fato uma dependente de meu computador, dessa tecnologia da qual sempre fui adepta e completamente apaixonada. Minha única esperança, portanto, é que essa dependência seja mais amena do que a dependência do álcool ou das drogas.



- Postado por quem? Janethe Fontes Quando? 17:18

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