Palavreando
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Nome: O Palavreando é um blog que tem um pouquinho de tudo e de tudo um pouquinho: Entretenimento, literatura, arte, internet, política, comportamento, educação, denúncia, etc


É também ponto de encontro de pessoas ávidas por uma leitura despojada. Portanto, "Seja muito bem vindo!

Sobre a autora do blog: Eu sou Janethe Fontes, escritora, e este é o meu cantinho. Sempre que possível, eu escrevo "alguma coisa" e posto aqui, mas não é diário, nem semanal e nem mensal... é sempre que eu consigo um tempinho em meio a correria do meu dia-a-dia, ok??


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O Conceito das mulheres referente a dona de casa

Por Janethe Fontes

 

Quando resolvi montar esse blog, eu jurei por Deus que não abordaria nenhum assunto "pessoal", mas como estou em dúvida se o assunto que vou abordar é de fato pessoal, afinal vou falar em nome de várias mulheres, vou abordá-lo assim mesmo e assumir o risco de quebrar minha promessa.

 

Bem, enfim, vou contar um pouquinho da minha história para você entender o ponto no qual quero chegar: Sempre fui uma "Workaholic", no sentido literal da palavra. Afinal, sempre adorei trabalhar "fora" e o fazia com grande empenho. E mesmo após o casamento, a gravidez e o nascimento do meu filho, eu continuei na minha ânsia pelo trabalho. Me dividia da forma que podia para atender a tudo e a todos, embora, confesso, nem sempre consegui atender a tudo e a todos de forma satisfatória. Mas essa é uma culpa que "nós mulheres carregamos" que não cabe aqui discutir. Pois o que quero discutir nesse momento é o CONCEITO QUE NÓS “MULHERES” temos da "dona de casa".

Eu, pessoalmente, nunca fui "dada" ao serviço doméstico, mas também nunca achei que esse serviço fosse desmerecedor ou mais tranqüilo do que o serviço fora de casa. Muito pelo contrário disso, sempre valorizei muito. Mas, de uma forma geral, o trabalho da dona de casa sempre foi muito desvalorizado. E creio que isso não seja nenhuma novidade se você achar que estou falando do ser masculino, mas estou falando aqui das próprias mulheres (!).

E é até engraçado isso, se considerarmos que esse conceito mudou MUITO em MUITO POUCO TEMPO, pois não é preciso vazar anos na história para perceber que o trabalho doméstico já foi muito valorizado pelas mulheres (ou pela a maioria delas). Cuidar da casa, do marido e dos filhos era, indubitavelmente, um trabalho de grande “importância”.

Mas, como eu disse, as coisas mudaram muito. A ótica da coisa mudou muito. E talvez parte disso seja por causa da “independência feminina”. Mas não pense que estou querendo discutir aqui a importância da "independência feminina", pois isso é para mim “um fato completamente indiscutível”. Eu, aliás, sempre trabalhei muito exatamente por isso. Afinal, jamais suportei a idéia de viver "dependente" de marido. E não penso assim porque ache isso humilhante, mas sim porque acho, honestamente, que depender de marido ou de qualquer outra pessoa é muito arriscado (mas não vou discutir isso também nesse momento, para não correr o risco de sair do foco principal do assunto).

Acontece que, há dois anos atrás, resolvi dar uma reviravolta em minha vida. Dei uma de louca completa e pedi a conta da empresa onde trabalhava para me dedicar a um sonho antigo: escrever romances. Mas, para poder "me dedicar à escrita", ao meu sonho, acabei assumindo, meio que sem querer, confesso, o serviço doméstico, já que não tinha, e ainda não tenho, dinheiro de sobra para manter uma faxineira em minha casa.

Daí, comecei a sentir na pele o "preconceito" que se tem por esse tipo de trabalho. Parece que, para uma parte significativa das pessoas "modernas", lavar, passar, cozinhar, arrumar a casa e, em alguns casos, cuidar dos filhos não é nem um pouco trabalhoso. E isso é tão nítido no olhar de certas pessoas (homens e mulheres, embora me impressione mais quando se trata de mulheres) que chega até a ser constrangedor denominar-se como "dona de casa".

Eu tenho sentido isso em minha própria pele, pois como não estou trabalhando "fora" então, automaticamente, virei dona de casa, e também, automaticamente, virei preguiçosa. Sim, porque a impressão que se tem nesses olhares que comentei (e isso independente de ser amigos(as), parentes, marido ou pessoas completamente desconhecidas) é que a dona de casa é preguiçosa, não faz nada, apenas vê novelas (!!!).

Então, embora eu continue sendo uma Workaholic, pois administro meu tempo entre escrever, fazer faculdade, lavar, passar, cozinhar, cuidar do meu filho, da casa, pagar as contas, atender o telefone, etc, etc, ainda tenho que ouvir coisas do tipo: Nossa, não sei porque você reclama de cansaço, afinal fica o dia inteiro em casa (!). Oh, Deus!!!!!!!! É pra rir ou pra chorar?

 

Desculpem pelo desabafo, mas hoje é sexta-feira, e, conseqüentemente, dia de faxina. Então já viu, né? Não preciso nem explicar o porquê de tanta frustração (risos).

 

Mas, enfim, onde quero chegar com essa ladainha toda?, alguns devem estar se perguntando. Por isso, sou obrigada a explicar: O que quero é deixar claro que nós "mulheres" precisamos rever nossos próprios conceitos. Afinal, como podemos cobrar dos homens que eles valorizem nosso trabalho se nós mesmas não valorizamos?

 

PENSE NISSO!



- Postado por quem? Janethe Fontes Quando? 10:48

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O território livre das taras

Reportagem interessantíssima que saiu no site "no mínimo".
 
02.04.2006 - Roberto Kaz - A seguinte mensagem foi escrita no dia 23 de Março, no site de relacionamentos Orkut: “Não agüento mais broxar. Meu, direto eu broxo. Tenho medo de perder minha mina por causa disso... ela diz que não liga, mas eu já estou ficando mal. É difícil conseguir transar com ela e, quando consigo, não gozo nem ferrando. Eu acho que é a minha cabeça: de tantas vezes que já aconteceu, eu estou traumatizado e não consigo esquecer. Com vocês acontece isso também? Estou ‘postando’ de anônimo de tanta vergonha.”
O autor da mensagem não tem do que se envergonhar. Aliás, no Orkut, parece que grande parte dos usuários não tem do que se envergonhar. Pelo menos, Joel, Rafael, Francisco, Luciano e os outros 110 membros da comunidade “Eu já broxei” têm essa idéia muito clara: eles se expõem de cara estampada para admitir o constrangimento tão comum aos homens. Um deles, chamado Teco, se diz “tetracampeão no assunto”. Um outro, de nome Igor, diz “estar encanado”, por não ter correspondido a uma loira linda, que vestia um baby doll de seda branca: “Estava indo para o apartamento dela, tomamos banho, ela ligou o som, abriu um bom vinho, acendeu os incensos e deu aquele clima de luz no quarto dela... acontece que! Comecei a beijá-la, mandei ela tirar a roupa, comecei a acariciar os mamilos dela e nada! Quase morri quando notei que o ‘Dório’ não subia... entrei em pânico!”
O pânico de Igor persistiu até perceber que, naquela comunidade, 113 rapazes haviam enfrentado a mesma experiência: “E tu, meu camarada, já (broxou) diversas vezes? Agora eu estou tranqüilo!”
Pois eis aí, talvez, um dos maiores atributos do Orkut: o apaziguamento.
O Orkut é uma espécie de nação virtual sem fronteiras, onde quase 15 milhões de “habitantes” se unem de acordo com os interesses que dividem. Por isso, há comunidades de todos os tipos, que vão de fanáticos por João Cabral de Mello Neto a adoradores de João Kleber. Há espaço para quem gosta do antropólogo Gilberto Freyre ou para quem gosta do apresentador de TV Gilberto Barros. Mas há também grupos que não se interessam nem por Freyre e nem por Barros: uma multidão entra no Orkut com o intuito de expor suas frustrações ou fantasias sexuais.
 
Corno consciente ou ignorante?
Essas pessoas participam de comunidades que dizem respeito a todas as fantasias possíveis e imagináveis. Há grupos para quem já foi cantado por pedreiro, ou para quem tem tara por caminhoneiro. Há comunidades para quem quer transar com o Alexandre Frota. Quem não gosta de celebridades e prefere deixar as coisas em “família”, pode se inscrever no grupo “Quero comer minha cunhadinha”. E quem não gosta da cunhada, mas tem uma tara pelo cachorro do vizinho, pode participar da comunidade “Zoofilia é um tesão também” - coisa leve, se comparado a “Necrofilia: tesão por mortos”.
No “quesito” traição, existe uma espécie de hierarquia. Os que ainda não a experimentaram participam da comunidade “Quero ser traído - desejo chifre”. Os que têm certa dificuldade em concretizar o eventual interesse num par de chifres podem pedir ajuda no grupo “Corno - como convencer a esposa?” Para os que ultrapassaram essa fronteira, a esposa pode ser oferecida na comunidade “Quem quer comer minha mulher?” E, por fim, os que enfrentaram e venceram todas essas etapas podem, altivos, do alto da pirâmide, participar da comunidade “Corno manso com orgulho”.

Eles são loucos pela sogra
No Orkut, o fetiche supostamente imoral parece se dissolver: toda tara se justifica na tara do outro. No Orkut, o desejo depravado não é apenas acolhido: é exacerbado. Assim, sem receio, milhares de pessoas dividem suas experiências em grupos como “Adoro banho de esperma”, “Meu pinto tem nome”, “Brancas que gostam de negão”, “Sexo com gente dormindo” e “Quero comer minha sogra”, criado para pessoas que se enquadrem na seguinte descrição: “Você não agüenta mais só olhar sua sogra andando pela casa com a toalha enrolada no corpo ou com roupas provocantes - desfilando com sua enorme bunda - e não poder fazer nada? Não importa se ela é linda ou nem tanto, somente pelo fato de ser sua sogra isso te excita. Você acha que ela é parte da família: a mãe da sua mulher é sua também. Afinal, nada mais comum do que gostar da filha e da mãe dela. Se você quer comer sua sogra e acha que tem o direito de ter as duas (pelo menos na sua imaginação), entre na comunidade.”
Os relatos dos participantes nada têm de “científico”, porém: “A minha sogra não é um exemplo de beleza, mas eu tenho um tesão maluco por ela: aqueles peitões, a bunda carnuda. Cansei de me masturbar para ela: quando a vejo com uma camisetona que ela usa para dormir, fico louco - sem sutiã, que delicia! Eu sou casado há cinco anos e minha sogra é viúva e tem quase 50 anos. Já falei para ela que sou tarado por ela e ela também se encheu de tesão por mim, mas não temos coragem ainda de consumar este tesão. Já tomei banho com ela, ela já pegou no meu pau, mas diz que não tem coragem de dar para mim. Caras, isto para mim é um desabafo: vivo esta paixão há oito anos e não sei mais o que fazer.”

O Orkut é uma rede de desabafos coletivos. Por isso, há espaço para homens que gostam de homem, homens que gostam de mulher, homens que gostam de homens que se parecem com mulher e homens com fantasia muito específica: são loucos por sovaco de mulher.
Como este: “Eu nunca tinha despertado esse meu lado, mas sempre achei excitante aquela ‘pizza’ que fica na blusa. Certa vez, eu estava na casa da minha prima, quando vi que ela estava com uma baita ‘pizza’ na blusa. Estava calor e, depois de um tempo, ela foi tomar banho. Eu fiquei na espreita: quando ela acabou o banho, fui quente no cento de roupa suja e lá estava a blusa dela até molhadinha ainda... Nossaaaaaaa! Tive uma baita ereção na hora, não pensei duas vezes: peguei a blusa dela e comecei a lamber e a esfregar na minha cara. Chupei onde estava bem suadinho. Nossa, gozei litros. A primeira vez é inesquecível. Depois disso rolaram várias outras. Alguém tem alguma parecida?”
Tem. E esse é o grande atributo do Orkut.
A psicóloga Érika Ramalho Falcão - cuja tese de mestrado tratava de relacionamentos afetivos via Internet - diz que a maior qualidade da rede é justamente fazer com que o usuário perceba “que não está sozinho ali”: “Algumas dessas pessoas não têm a oportunidade de conversar sobre esses temas com ninguém - e não me refiro somente ao sexo, pois há comunidades sobre doenças sérias em que as pessoas trocam informações importantíssimas. É um alívio para uma mãe quando percebe que, em algum lugar do mundo, há pessoas passando pela mesma situação.”
 
"É o uso de algo tão objetivo - o computador - para extravasar algo tão subjetivo: o desejo".


- Postado por quem? Janethe Fontes Quando? 10:01

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