Palavreando
Sobre mim
Nome: O Palavreando é um blog que tem um pouquinho de tudo e de tudo um pouquinho: Entretenimento, literatura, arte, internet, política, comportamento, educação, denúncia, etc


É também ponto de encontro de pessoas ávidas por uma leitura despojada. Portanto, "Seja muito bem vindo!

Sobre a autora do blog: Eu sou Janethe Fontes, escritora, e este é o meu cantinho. Sempre que possível, eu escrevo "alguma coisa" e posto aqui, mas não é diário, nem semanal e nem mensal... é sempre que eu consigo um tempinho em meio a correria do meu dia-a-dia, ok??


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Querid@s Leitor@s,

Aos pouquinhos, estou migrando os meus textos para o blog abaixo. Espero vocês por lá!

http://janethefontes.blogspot.com.br/

 

Beijos,

 



- Postado por quem? Palavreando Quando? 01:16

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Recortes da Semana - Tudo aquilo que li e recomendo para você! De 26 a 30/08/13

 

Tudo aquilo que li durante a semana estará aqui em forma de "Clipping" (recortes). Um apanhado de textos que, acredito, são importantes para o conhecimento dos meus leitores e seguidores. Curta, comente e faça também as suas recomendações!! Vou adorar saber sua opinião!

 

 

Vergonha alheia: Médicos cubanos são hostilizados na chegada ao Brasil! Esta semana senti muita vergonha pela atitude de alguns representantes de nossa classe médica, que recebeu os médicos cubanos com vaias e muito preconceito!

 

“Em nenhum país do mundo, os médicos cubanos estão sendo tratados como no Brasil. Aqui, são chamados de "escravos" por colunistas da imprensa brasileira (leia mais aqui) e hostilizados por médicos tupiniquins, como se estivessem roubando seus empregos e suas oportunidades. Foi o que aconteceu ontem em Fortaleza, quando o médico cubano negro foi cercado e vaiado por jovens profissionais brasileiras.”

 

Importante salientar que os cubanos, assim como os demais profissionais estrangeiros, irão trabalhar nas regiões que os médicos brasileiros NÃO tiverem interesse, apesar da bolsa de R$ 10 mil oferecida pelo governo brasileiro. Então, eles não estão tirando emprego de ninguém. Mesmo assim, foram hostilizados (leia mais aqui).

 

 

A polêmica do momento é a música Trepadeira do cantor de rapper Emicida. A música, sem dúvida alguma, é demasiadamente machista. Além disso, ainda incita a violência contra a mulher.

 

MERECE ERA UMA SURRA de espada-de-são-jorge / UM CHÁ DE COMIGO-NINGUÉM-PODE.

 

Mas Emicida, em um texto que postou em sua página no Facebook,  respondendo à polêmica, usa a desculpa de que se trata de uma poesia e disse que “não esperava, em momento algum, com nenhuma das canções, levantar um policiamento sobre como homens ou mulheres conduzem suas vidas sexuais. Aliás, por gostar de sexo, é vital que as garotas também gostem e se sintam livres para externar isso quando bem entenderem, fazendo o que bem entendem com seus corpos. Embora pareça óbvio para nós, muitos não conseguem entender que os corpos das mulheres são das mulheres e ponto final. Compreendo que esse ponto é um tabu e que minha opinião sobre o tema não é a da maioria na sociedade machista e patriarcal em que vivemos.”

 

Porém, o fato é que a música é uma afronta para aqueles que lutam por igualdade de gênero, já que obviamente deprecia a mulher sexualmente livro e ainda justifica a violência doméstica.

 

Leia o texto completo do Emicida aqui:

http://jovempan.uol.com.br/entretenimento/cultura/2013/08/emicida-vira-alvo-de-feministas-por-dizer-que-mulher-promiscua-merece-surra-em-nova-faixa.html

 

#Lamentável

 



- Postado por quem? Palavreando Quando? 00:24

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Recortes da Semana - Tudo aquilo que li e recomendo para você! De 17 a 23/08/13

 

Tudo aquilo que li durante a semana estará aqui em forma de "Clipping" (recortes). Um apanhado de textos que, acredito, são importantes para o conhecimento dos meus leitores e seguidores. Curta, comente e faça também as suas recomendações!! Vou adorar saber sua opinião!

 

Nota: Esta não foi uma semana muito produtiva em termos de leitura, já que precisei me dedicar quase que exclusivamente a outro tipo de trabalho. E as poucas leituras que conseguir fazer foram relacionadas a este novo trabalho. De qualquer forma, abaixo, um pouquinho do que deu tempo de ler:

 

Maternagem:  Na semana passada, comentei neste blog sobre a “paternagem”, em homenagem ao dia dos pais (veja o vídeo aqui e o texto aqui). Daí, me senti na obrigação de esclarecer também sobre a maternagem. Afinal, creio que alguns dos meus leitores não conheçam a palavra e até mesmo tenham confundido com maternidade, que é o processo biológico de tornar-se mãe; uma condição física, instintiva. Todas as fêmeas, exceto algumas espécies de animais, e outras situações que não precisam ser citadas aqui, podem tornar-se mãe. Já a maternagem não tem a condição biológica como fundamento. Está totalmente amparada no amor, no desejo de proteger, de cuidar, de ensinar, independente de vínculo sanguíneo e da orientação sexual do cuidador. Qualquer um pode maternar/amar/cuidar. A maternagem é uma escolha!

 

 

Eu adorei a mensagem abaixo, de autoria de Mia Couto, em entrevista ao G1. Às vezes, você ouve de alguém algo que está em seu coração, mas que você não colocou em palavras:

 

...Cada um tem um aspecto, um propósito diferente. O primeiro, o "Guardador de rios", é uma história real e, para mim, simbólica. É uma história que vale a pena lembrar. É sobre um programa que foi feito no Gurué, na província da Zambézia (norte do país). Um homem foi ensinado a medir o nível do rio com as horas e os metros. Ele fazia isso todos os dias, registrando em um formulário. Depois veio a guerra, esse programa desapareceu, e o homem perdeu contato com o resto do mundo. Quando, 16 anos depois, foram visitar aquele lugar, encontraram o homem trabalhando. Ele já não tinha formulário, claro. Escrevia com um pedaço de carvão em uma grande parede. E essa história para mim é muito bonita. Sobre alguém que não desistiu da sua missão. É uma lição para mim. Como se fosse um contrato que ele tivesse com o próprio rio. É isso que eu quero fazer: converter o mundo em uma página e escrever nela como se fosse uma lição, nem que seja só para mim!

 

Obs: Os grifos são meus.

 

 

Cultura do Estupro: Alguns dizem que não existe cultura do estupro, que é invenção. Mas, basta dar uma rápida olhada nas reportagens que envolvem violência sexual contra a mulher e ler os comentários dos “cidadãos comuns” para perceber que isso não é uma utopia. Muito pelo contrário, é uma realidade cruel. A vítima quase sempre é culpabilizada. Veja aqui.

 

Quer dizer que a mulher não pode sair de casa? Não pode ir a um baile à noite? Não pode se divertir? Do contrário, ela está "pedindo" para ser estuprada? Que sociedade é está que culpa a vítima invés do criminoso?!?

 

#INDIGNAÇÃO e #NOJO!

 

Esta semana se fechou para mim com muita #indignação!

 

- Gente sendo assassinada com armas químicas na Síria, entre elas, crianças inocentes e indefesas!

 

- Pessoas sendo "caçadas" na Rússia, por serem homossexuais!

 

- Animais sendo cruelmente machucados/assassinados e expostos no facebook, como um troféu.

 

Até onde pode chegar a estupidez humana?!

 

#Indignação, #indigna

Indigna, #inação

 



- Postado por quem? Palavreando Quando? 16:48

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Recortes da Semana - Tudo aquilo que li e recomendo para você!

Tudo aquilo que li durante a semana estará aqui em forma de "Clipping" (recortes). Um apanhado de textos que, acredito, são importantes para o conhecimento dos meus leitores e seguidores. Curta, comente e faça também as suas recomendações!! Vou adorar saber sua opinião!

Pegando o gancho do Dia dos Pais e da discussão sobre a Licença Paternidade (PL879/11 que extende a licença paternidade para 30 dias), veja que legal esse vídeo:

"Quando você se sentiu pai pela primeira vez?"

http://vimeo.com/72140102

Veja também esse texto. Muito bom mesmo!!

Da paternidade à paternagem: um caminho a ser percorrido

E para quem não leu o meu post/reflexão para os dias dos pais, segue o link:

Pai herói? Por quê?!


Professores e Escolas perpetuam o machismo, mesmo "sem querer", ao culpar única e exclusivamente a mãe pelo comportamento da criança!

“Quando a criança vai bem, a escola que é ótima. Quando vai mal, a culpa é da mãe”.

Precisamos conversar com a mãe dessa criança


No texto de Amanda Vieira, publicado originalmente em 22/03/2013 no Blogueiras Feministas. ela fala da importância da redução de jornada para todos. Um assunto bastante “espinhoso”, mas já está mais do que na hora de trazê-lo ao debate.

“Para começar, trabalhar fora não é aquela opção entre sorvete de creme ou de chocolate. É entre comer o sorvete ou não comer! Trabalhar fora de casa, na nossa sociedade, é uma necessidade. Não é todo mundo que pode “escolher” trabalhar fora ou não...”

A maternidade e a luta pela redução de jornada para todos


Novidades sobre o caso Marcelo Pesseghini. Sinceramente, desde o início, não me agradou a forma “super-hiper-mega” rápida com que a polícia tentou explicar o assassinato do casal de policiais, culpando o adolescente de 13 anos. Não que seja impossível que um jovem assassine sua família, pois não é, infelizmente, mas todo o caso estava demasiadamente estranho. Penso ainda que é impossível que alguém cometa suicídio e não fique pólvora em sua mão. Mas agora parece que a verdade está vindo à tona.

Legista diz que menino Marcelo foi assassinado

“O médico legista e professor da Ufal (Universidade Federal de Alagoas) George Sanguinetti, que ficou conhecido por refazer o laudo das mortes do casal Paulo Cesar Farias e Suzana Marcolino e apontar que eles foram assassinados em 1996, afirmou que o filho do casal de policiais militares paulistas Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13, também foi assassinado junto com os pais.”


Política e religião: uma separação urgente e necessária. Estou trazendo novamente o assunto à baila porque não param de pipocar projetos que são verdadeiras aberrações sociais, como o Estatuto do Nascituro e Cura Gay (leia mais aqui e aqui), mas que tem ganhado apoio de partidos conservadores que, aliados à bancada religiosa, têm como reais interesses apenas o de "enriquecimento privado e fortalecimento dos seus organismos não­-governamentais privados que servem, na verdade, de fachada pra parasitar o erário público".

“São tempos difíceis, no que diz respeito às liberdades individuais e à garantia de direitos e cidadania. Para quem ousa contrariar a ordem patriarcal, branca, heteronormativa e elitista. Em entrevista com Jean Wyllys, podemos compreender mais a fundo como o fundamentalismo chegou e tem atuado em todas as esferas da política brasileira. Em um bate-papo franco e aprofundado, o jornalista, militante LGBT, ex-BBB e deputado federal pelo Psol denuncia a hipocrisia fundamentalista e aponta alguns caminhos possíveis para dias melhores.”

Leia a entrevista aqui.

 

 

Nota: Como eu disse no primeiro parágrafo deste post, a intenção é colocar aqui, todas as sextas-feiras (ou sábados), um resumão de tudo aquilo que li durante a semana e que recomendo a você, caro amigo e leitor. Mas isso dependerá do meu escasso tempo, ok? Por isso, peço desculpa antecipadamente por eventuais falhas na postagem. Prometo que farei o possível para atualizar este novo espaço.



- Postado por quem? Palavreando Quando? 16:15

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7 anos de Lei Maria da Penha. O que mudou?

Por Janethe Fontes

 

Quero abrir o tópico explicando primeiro o que é violência contra a mulher:

 

Na definição da Convenção de Belém do Pará (Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher, adotada pela OEA em 1994), a violência contra a mulher é “qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada. A violência contra as mulheres é uma manifestação de relações de poder historicamente desiguais entre homens e mulheres que conduziram à dominação e à discriminação contra as mulheres pelos homens e impedem o pleno avanço das mulheres...

 

A Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, mais conhecida como Lei Maria da Penha, que está completando sete anos, foi uma conquista para as mulheres, já que surgiu como forma de prevenir e também de dar assistência e proteção às vítimas de violência doméstica e familiar, assim como penalizar aqueles que cometem tal crime.

Mas, por que temos a sensação que os casos de violência contra a mulher estão aumentando?

Ato do movimento de mulheres em Porto Alegre. Foto de Cintia Barenho no Flickr. (direitos reservados)

 

Segundo alguns pesquisadores, o aumentou se deu porque um número cada vez maior de mulheres está se encorajando a denunciar casos de agressão. Mas será que é só isso?

Um levantamento da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontou que cerca de 70% das vítimas de assassinato do sexo feminino foram mortas por seus parceiros. No Brasil, a cada 15 segundos uma mulher é espancada, e a cada 2 horas 1 mulher é assassinada.

Ainda segundo apontamentos, há três anos, o Brasil ocupa a 7ª posição na listagem dos países com maior número de homicídios femininos. E conforme o Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos, em parceria com a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, que desenvolveu um Mapa de Violência detalhando os crescentes índices de mulheres assassinadas em todo o Brasil, na divisão por estado, o Espírito Santo detém o 1º lugar no ranking dos 10 estados com os maiores números de homicídios. Veja abaixo:

Outra pesquisa, desta vez realizada pelo DATASENADO/03/2013, informa que muitas vítimas não denunciam os companheiros à polícia por prever que eles não serão punidos. E, infelizmente, fica difícil convencer que a punição realmente acontece quando se vê tantos casos provando justamente o contrário. Ainda assim, a única forma possível de minimizar a violência é denunciando. Até porque a Lei Maria da Penha é bastante eficiente, as falhas estão no cumprimento, já que, lamentavelmente, entre o que se encontra na lei e o que vemos na prática, ainda existe uma distância espantosa. Juízes machistas dão causa ao homem agressor e as medidas de proteção (como proibição de aproximação da vítima e seus familiares), muitas vezes, demoram a ser despachadas — e, quando são, nem sempre são cumpridas. Daí, fica realmente muito difícil. A sociedade tem de exigir que a Lei Maria da Penha saia integralmente do papel e de fato proteja as mulheres.

Alguns elementos como álcool, drogas e ciúme também são apontados como desencadeadores da violência contra a mulher, mas o fato é que em nossa sociedade, e em vários outros países do mundo, a supervalorização do “homem”, em contraste com a desvalorização da “mulher”, que se reflete na forma de educar as crianças, ainda é, também, um dos fatores perpetuadores desse tipo violência. Afinal, a violência contra a mulher é uma prática que está intimamente ligada à cultura machista. Por isso, para mudar esse panorama e diminuir as desigualdades, é preciso investir em mudanças na educação de nossas crianças, de nossos jovens, enfim, de nossa sociedade. E isso tem de ser feito em casa e também nas escolas. Aliás, a escola, o educador, tem papel fundamental na formação da cidadania; portanto, não pode se omitir aos debates, às reflexões sobre esse tipo de assunto. Ao contrário disso!

Enquanto os meninos são incentivados a valorizar a agressividade, a força física, a ação, a dominação e a satisfazer seus desejos, inclusive os sexuais, as meninas são valorizadas pela beleza, delicadeza, sedução, submissão, dependência, sentimentalismo, passividade e o cuidado com os outros.

Há necessidade também de aumentar e melhorar as delegacias especializadas em atendimento às vítimas de violência de gênero, sejam elas crianças, mulheres adultas, homossexuais, etc, tendo em vista que  mais de 30% das vítimas de violência consideraram o atendimento das DM’s ruim ou péssimo, segundo pesquisas recentes.

 

"Nenhuma mulher gosta de apanhar. O que acontece é que algumas mulheres ficam tão fragilizadas, com a autoestima tão baixa que não conseguem reagir. Mulheres que ficam com tanto medo de seus parceiros ou são tão dependentes financeiramente que não conseguem ir embora!" [A.D.]

 

Fontes:

http://mariapenha.blogspot.com.br/

http://mapadaviolencia.org.br/mapa2012_mulheres.php

 



- Postado por quem? Palavreando Quando? 08:48

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Estatuto do Nascituro e Cura-Gay... Não é da sua conta??!!!

 Por Janethe Fontes

 

Quando os nazistas levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista. Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era socialdemocrata. Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu. Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse." [Niemöller]

 

Início o artigo de hoje com a mensagem de Niemöller sobre o silêncio da maioria dos alemães perante as atrocidades cometidas pelos Nazistas para “simbolizar” o que está acontecendo hoje no Brasil: Algumas pessoas não compreenderam ainda (e talvez nem queiram compreender) a importância dos protestos contra o Estatuto do Nascituro (leia mais aqui) e a Cura-Gay, talvez porque não sejam “mulheres” ou nunca tiveram alguém da família que tenha sofrido violência sexual ou porque não são “gays”. Importante salientar que “o domínio sobre a mulher”, seu corpo e desejos, não é novo, vem desde os tempos primórdios, e isso é citado, ou pior, “recomendado”, inclusive, na bíblia. 

No velho testamento, a mulher era “propriedade” do homem, considerada como uma coisa, e ao homem era permitido até vendê-las (filhas e esposas), e ter ainda quantas concubinas e escravas “sexuais” quisesse. Há momentos que os textos bíblicos deixam claro que filhas e esposas poderiam ser repudiadas, expulsas ou até mesmo condenadas ao apedrejamento caso fossem desobedientes. Mas não pense que isso se restringe apenas à “religião” judaico-cristã (ah, mas você ainda acredita que a “bíblia” caiu do céu? Então, desculpe ter de lhe falar essa realidade tão cruel: Mas a bíblia não caiu do céu coisa nenhuma(!),  ela nada mais é que uma composição de textos que foram escritos por homens em épocas diferentes e que o faziam de acordo com os seus interesses!), já que, em quase todas as religiões, sempre foram proibidos quaisquer direitos às mulheres, mesmo os mais básicos.

A cura de homossexuais também não é algo novo, mas vamos citar a 2ª guerra mundial, onde, motivados principalmente pelo conservadorismo e pela eugenia, se multiplicaram procedimentos para “curar homossexuais. Entre os métodos usados pelos nazistas, além de tratamento hormonal, integrantes da SS obrigavam homossexuais a manter relações sexuais com prostitutas.

Ah, mas esses assuntos não têm a ver com você? Pois é, então, torne a ler a mensagem de Niemöller. Quem sabe assim você mude de ideia...

O fato é que esses dois projetos “Estatuto do Nascituro e a Cura-Gay” são absurdos porque retrocedem séculos em direitos que foram durissimamente conquistados, e ainda nos faz recear de que, se continuarmos trilhando por esse caminhão (sem volta), em breve, passaremos a viver em uma Teocracia (do grego Teo: Deus + kratos: governo), que é o sistema de governo em que as ações políticas, jurídicas e policiais são submetidas às normas de alguma religião. O poder teocrático pode ser exercido direta ou indiretamente pelos clérigos de uma religião: os governantes, juízes e demais autoridades podem ser os próprios líderes religiosos (tal como foi Justiniano I) ou podem ser cidadãos leigos submetidos ao controle dos clérigos (como ocorre atualmente no Irã, onde os chefes de governo, estado e poder judiciário estão submetidos ao aiatolá e ao conselho dos clérigos).

Para quem não sabe, vivemos num Estado Laico, que é oficialmente neutro em relação às questões religiosas, não apoiando nem se opondo a nenhuma religião. Um estado laico trata todos os seus cidadãos igualmente, independente de sua escolha religiosa, e não deve dar preferência a indivíduos de certa religião. O Estado laico deve garantir e proteger a liberdade religiosa e filosófica de cada cidadão, evitando que alguma religião exerça controle ou interfira em questões políticas. Difere-se do estado ateu - como era a extinta URSS - porque no último o estado se opõe a qualquer prática de natureza religiosa. Entretanto, apesar de não ser um Estado ateu, o Estado Laico deve respeitar também o direito à descrença religiosa.

 

Se você ainda não se convenceu da importância dos protestos é porque, talvez, não tenha compreendido mesmo que tais projetos podem afetá-lo um dia, e, aí, pode ser tarde demais, “pode não haver mais quem proteste”!



- Postado por quem? Palavreando Quando? 15:45

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